Moscou, Rússia, 12 de dezembro de 2024 (RIA Novosti) — O ex-presidente sírio Bashar al-Assad está exilado e “protegido” na Rússia, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Ryabkov, em entrevista à NBC.
Ryabkov destacou que Moscou não entregará Assad ao Tribunal Penal Internacional (TPI), mesmo que isso seja solicitado devido a acusações de violações de direitos humanos. “O presidente Assad está na Rússia e está seguro”, disse o diplomata, enfatizando que o país agirá conforme necessário em “situações extraordinárias”.
Questionado sobre a possibilidade de cooperação com o TPI, Ryabkov foi enfático ao lembrar que a Rússia não é signatária do Estatuto de Roma, tratado que criou o tribunal, e, portanto, não reconhece sua jurisdição.
Em 2014, o Conselho de Segurança da ONU discutiu uma resolução para encaminhar a situação da Síria ao TPI, citando violações de direitos humanos tanto pelo governo de Assad quanto por forças opositoras. Contudo, a proposta foi vetada por Rússia e China, reforçando a proteção de Moscou ao regime sírio.
O exílio de Assad na Rússia segue a tomada de Damasco por forças rebeldes no domingo (10), marcando o fim de mais de 50 anos de governo autoritário da família Assad na Síria. A situação permanece tensa, com a comunidade internacional dividida sobre os próximos passos para assegurar justiça e estabilidade na região.
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