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Vítima sul-coreana aceita indenização de trabalho forçado

Decisão pode influenciar outros casos pendentes contra Japão.

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Seul, Coreia do Sul, 24 de outubro de 2024 – Agência de Notícias Yonhap – Uma das vítimas sul-coreanas de trabalho forçado durante a ocupação japonesa aceitou a indenização proposta pelo governo da Coreia do Sul, revertendo sua posição anterior de recusa. Yang Geum-deok, que havia se oposto ao plano de compensação governamental, tornou-se a 12ª pessoa entre 15 demandantes a aceitar o pagamento.

Em 2018, a Suprema Corte sul-coreana ordenou que empresas japonesas pagassem compensações às vítimas de trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial. O governo japonês, por sua vez, argumenta que a questão foi resolvida completamente pelo acordo bilateral de 1965, quando Japão e Coreia do Sul normalizaram suas relações diplomáticas.

Em março de 2023, o governo sul-coreano anunciou um plano para que uma fundação governamental pagasse as indenizações no lugar das empresas japonesas. Até o momento, 12 dos 15 indivíduos envolvidos nos processos receberam os pagamentos da fundação.

O jornal sul-coreano Chosun Ilbo sugere que a aceitação de Yang pode influenciar a atitude dos três indivíduos restantes que ainda recusam o pagamento. Esta mudança ocorre em um momento delicado, já que a Suprema Corte sul-coreana emitiu uma série de decisões entre o final do ano passado e o início deste ano, ordenando que empresas japonesas pagassem indenizações adicionais.

Essas decisões recentes levantaram preocupações sobre a capacidade financeira da fundação governamental sul-coreana para cobrir todas as indenizações, potencialmente complicando os esforços diplomáticos para resolver esta questão histórica entre os dois países.

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