Tóquio, Japão, 13 de outubro de 2024 – Agência de Notícias Kyodo – Um diplomata austríaco afirmou que o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares não existiria sem a Nihon Hidankyo, organização japonesa vencedora do Prêmio Nobel da Paz deste ano, que representa os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
Alexander Kmentt, diretor do Departamento de Desarmamento, Controle de Armas e Não Proliferação do Ministério das Relações Exteriores da Áustria, presidiu a primeira reunião dos signatários do Tratado em 2022. Ele destacou: “A mensagem deles é ainda mais importante no mundo atual, onde vemos ameaças nucleares, chantagem e o maior risco de conflito nuclear em décadas.”
Kmentt relatou ter encontrado diversas vezes os hibakusha, sobreviventes idosos mas dinâmicos e resilientes das bombas atômicas. “Fui inspirado pelo compromisso deles em evitar que o mundo passe pelo que eles passaram”, afirmou.
O diplomata lembrou especialmente do encontro com o falecido hibakusha Sumiteru Taniguchi em Nagasaki, em 2014. “A foto dele quando menino, com as costas queimadas, é uma das imagens mais icônicas e reveladoras da desumanidade das armas nucleares”, disse Kmentt, elogiando a humildade e positividade de Taniguchi, apesar de todo o sofrimento.
Kmentt expressou satisfação pelo reconhecimento do Nobel aos esforços da Nihon Hidankyo, ressaltando a importância contínua do trabalho do grupo na luta contra as armas nucleares e na preservação da memória dos horrores causados por seu uso.
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