Apia, Samoa, 28 de outubro de 2024 – Agência de Notícias Reuters – Os líderes das nações da Commonwealth (Comunidade Britânica) concordaram em iniciar discussões sobre compensações para países que sofreram com o tráfico de escravos envolvendo a Grã-Bretanha no passado. A decisão foi tomada durante a Reunião Bienal de Chefes de Governo da Commonwealth, realizada em Samoa até sábado (26).
O comunicado final, assinado pelos 56 países membros, menciona o compromisso de apoiar estados pequenos, especialmente os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), e de combater o aquecimento global. Além disso, o documento reconhece os apelos por discussões sobre justiça reparatória em relação à escravidão, afirmando que chegou o momento de conversar sobre o assunto.
Os pedidos por desculpas e reparações têm aumentado, principalmente de países caribenhos, contra a Grã-Bretanha, que se beneficiou do tráfico de escravos por séculos desde o final do século XVI. Estima-se que o país tenha transportado cerca de 3 milhões de pessoas, principalmente da África Ocidental, para suas colônias no Caribe e nas Américas.
O Rei Charles, chefe do grupo da Commonwealth, reconheceu na abertura do fórum que compreende “como os aspectos mais dolorosos do nosso passado continuam a ressoar” entre os povos da Commonwealth.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou no sábado (25) que não houve discussões sobre dinheiro na reunião, reiterando que a posição de seu país sobre o assunto é muito clara. Sua declaração sugere que a Grã-Bretanha pode estar buscando alternativas às reparações financeiras diretas, como redução de dívidas e assistência econômica.
Esta decisão marca um passo significativo no reconhecimento dos impactos duradouros do colonialismo e do tráfico de escravos, abrindo caminho para um diálogo mais amplo sobre justiça histórica e reparações no âmbito da Commonwealth.
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