Rabat, Marrocos, 8 de setembro de 2024 – Agência de Notícias Marroquina – Um ano após o devastador terremoto que atingiu o Marrocos central, milhares de sobreviventes ainda enfrentam condições precárias em abrigos temporários. Trabalhadores humanitários pedem apoio internacional contínuo para acelerar a reconstrução e melhorar as condições de vida das vítimas.
O terremoto de magnitude 6,8 que atingiu uma área montanhosa no centro do Marrocos em 8 de setembro de 2023 deixou um rastro de destruição. Segundo o governo marroquino, mais de 2.900 pessoas perderam a vida e mais de 55.000 edifícios foram danificados.
Apesar dos esforços, apenas 1.000 edifícios residenciais foram reconstruídos até o momento. Imagens recentes mostram encostas ainda repletas de abrigos improvisados e tendas, evidenciando o lento progresso da reconstrução.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e moradores locais apontam que a reconstrução enfrenta obstáculos como dificuldade de acesso a algumas áreas e escassez de recursos. Os sobreviventes continuam expostos ao calor intenso e chuvas fortes nas condições precárias dos abrigos.
Um representante local da FICV expressou preocupação com o sentimento de esquecimento entre os sobreviventes, especialmente após o conflito em Gaza ter atraído a atenção global logo após o terremoto no Marrocos. Ele fez um apelo à comunidade internacional para que se lembre das vítimas marroquinas, enfatizando que o retorno à normalidade ainda está distante para muitos.
A situação no Marrocos destaca a importância do apoio contínuo e de longo prazo após desastres naturais, mesmo quando outros eventos globais dominam as manchetes. A reconstrução não apenas física, mas também das vidas e comunidades afetadas, permanece um desafio crucial um ano após a tragédia.
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