Tel Aviv, Israel, 4 de setembro de 2024 – Agência de Notícias Haaretz – O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reafirmou nesta segunda-feira (2) sua posição de que Israel continuará lutando em Gaza até desmantelar o Hamas, apesar das crescentes pressões por um acordo de cessar-fogo para garantir a libertação dos reféns mantidos pelo grupo islâmico.
Manifestantes têm se reunido em todo Israel, pressionando o governo após a recuperação dos corpos de seis reféns em Gaza. O Hamas exige a retirada completa das tropas israelenses de Gaza como condição para qualquer acordo sobre os reféns. No entanto, Netanyahu insiste que Israel deve manter o controle do Corredor de Filadélfia, na fronteira sul de Gaza com o Egito, alegando que a área é uma rota crucial para o rearmamento do Hamas.
“O controle do Corredor de Filadélfia é essencial para nossa segurança nacional e não podemos abrir mão disso”, declarou Netanyahu em entrevista coletiva.
Em resposta, o Hamas advertiu que se Netanyahu insistir em libertar os reféns através de pressão militar em vez de negociar um acordo, os cativos seriam devolvidos às suas famílias em caixões. O grupo também afirmou que seus membros que guardam os prisioneiros receberam instruções sobre como lidar com os cativos caso as forças israelenses se aproximem dos locais de detenção.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Joe Biden, e a vice-presidente Kamala Harris foram informados sobre a situação por negociadores americanos que têm trabalhado em um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns. Antes da reunião na segunda-feira, Biden indicou aos repórteres que não acreditava que Netanyahu estivesse fazendo o suficiente para garantir um acordo.
“Estamos muito próximos de apresentar uma proposta final para um acordo”, afirmou Biden, sinalizando um possível avanço nas negociações apesar da resistência de Netanyahu.
A situação continua tensa, com a comunidade internacional pressionando por uma solução diplomática enquanto o conflito se prolonga, causando crescentes preocupações humanitárias em Gaza.
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