Tóquio, Japão, 18 de julho de 2024 – Agência de Notícias Kyodo – O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, pediu desculpas formalmente nesta quarta-feira (17) aos autores de processos judiciais envolvendo esterilizações forçadas realizadas sob a antiga Lei de Proteção Eugênica. O encontro, que reuniu cerca de 130 pessoas, incluindo as vítimas, ocorreu no gabinete do primeiro-ministro em Tóquio.
A ação do governo japonês vem após a decisão do Supremo Tribunal, no início deste mês, que declarou inconstitucional a extinta Lei de Proteção Eugênica e ordenou o pagamento de indenizações às vítimas. Esta lei, vigente por quase cinco décadas, permitia a esterilização forçada de pessoas com deficiências ou certas doenças.
Durante o encontro, Kishida expressou seu profundo pesar, afirmando que “é extremamente lamentável que pelo menos 25.000 pessoas tenham sofrido o grave dano de serem esterilizadas ao longo de cerca de 48 anos devido a certas doenças ou deficiências”. O primeiro-ministro reconheceu a grave responsabilidade do governo e ofereceu suas sinceras desculpas em nome do Estado japonês.
Kishida anunciou medidas concretas para resolver a questão, incluindo a retirada da alegação do governo de aplicar o estatuto de limitações em todos os processos em andamento. Além disso, prometeu que as vítimas e seus cônjuges que não entraram com ações judiciais também serão compensados, garantindo que a indenização seja suficiente e de acordo com a decisão judicial.
O governo japonês planeja estabelecer um novo sistema envolvendo ministérios e agências relevantes para eliminar o preconceito e a discriminação através de educação aprimorada e outras medidas. Kishida também se comprometeu a manter um diálogo contínuo com as vítimas.
Após o encontro, algumas vítimas expressaram suas opiniões. Yumi Suzuki, de Kobe, considerou a reunião um primeiro passo para eliminar a discriminação contra pessoas com deficiência, mas ressaltou que ainda existem muitos tipos de discriminação no Japão. Kikuo Kojima, de Sapporo, embora tenha reconhecido o gesto de Kishida, afirmou que o que foi feito a ele é imperdoável.
Este pedido de desculpas marca um momento significativo na história do Japão, reconhecendo oficialmente os erros do passado e buscando reparação para as vítimas de uma política eugênica que violou direitos humanos fundamentais. A ação do governo Kishida demonstra um compromisso em abordar questões históricas sensíveis e promover uma sociedade mais inclusiva e justa.
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