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Filipinas rejeitam acusações da China sobre danos a recife

Governo filipino rebate relatório chinês e pede avaliação independente.

Manila, Filipinas, 10 de julho de 2024 – Philippine News Agency –  O governo das Filipinas rejeitou veementemente as alegações da China de que um navio de guerra filipino encalhado estaria causando sérios danos a um recife de coral no Mar do Sul da China. Em comunicado divulgado na terça-feira (9), Manila classificou o relatório chinês como “falso e um clássico desvio de atenção”.

As autoridades filipinas afirmaram que é Pequim quem tem causado danos irreparáveis aos recifes na região por meio de dragagem e pesca ilegal. O governo das Filipinas pediu uma avaliação científica por uma terceira parte independente para esclarecer a situação.

Na segunda-feira (8), a China divulgou um relatório detalhando supostos danos ao Atol de Second Thomas, área efetivamente controlada por Manila, mas reivindicada por Pequim. Segundo o documento, a cobertura de coral num raio de 400 metros do navio filipino teria diminuído quase 90% desde 2011.

O relatório chinês também apontou deterioração da qualidade da água nas proximidades, atribuída à corrosão do navio e ao esgoto produzido pela tripulação a bordo. Foram apresentadas imagens de lixo abandonado com marcações filipinas e redes de pesca antigas.

O navio de guerra filipino foi deliberadamente encalhado no recife há 25 anos e agora serve como base para soldados do país. As Filipinas consideram essa presença essencial para manter sua reivindicação territorial na região disputada.

Esta nova troca de acusações entre Filipinas e China evidencia as tensões crescentes no Mar do Sul da China, uma área estratégica rica em recursos naturais e rota marítima vital. O governo filipino reafirma seu compromisso com a preservação ambiental e desafia as alegações chinesas, ressaltando a necessidade de uma avaliação imparcial da situação.

A disputa destaca a complexidade das relações entre os dois países e a importância de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos territoriais na região, equilibrando interesses geopolíticos com a preservação do meio ambiente marinho.

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