Manila, Filipinas, 19 de junho de 2024 (Agência de Notícias Reuters) – Os Estados Unidos e as Filipinas acusaram a China de realizar “ações perigosas” no Mar da China Meridional, ameaçando a paz e a estabilidade na região Indo-Pacífico. A participação de Washington ocorre após Manila afirmar que uma missão de abastecimento de um de seus navios foi interrompida por embarcações chinesas em águas disputadas.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Kurt Campbell, conversou por telefone com a subsecretária de Relações Exteriores das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, na segunda-feira (17). Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que ambos compartilharam preocupações sobre as “ações escalatórias e irresponsáveis” da China.
O governo filipino afirmou que navios da marinha, guarda costeira e milícia marítima chinesa obstruíram sua missão de reabastecimento para um posto militar no Recife de Second Thomas na segunda-feira (17). A marinha filipina também relatou que um membro do pessoal foi gravemente ferido devido a uma colisão intencional em alta velocidade por parte dos chineses.
As águas ao redor do recife são controladas pelas Filipinas, mas reivindicadas pela China. A guarda costeira chinesa afirmou que o navio de abastecimento filipino invadiu ilegalmente as águas próximas ao recife e acusou o navio de se aproximar deliberadamente de uma de suas embarcações, resultando em uma leve colisão.
Em março, a guarda costeira chinesa disparou canhões de água contra navios filipinos no Mar da China Meridional, causando ferimentos. Este incidente é mais um capítulo nas tensões contínuas entre os dois países na região disputada.
A comunidade internacional está observando de perto os desdobramentos no Mar da China Meridional, uma área estratégica e rica em recursos. As ações da China têm sido amplamente criticadas por vários países, que veem as manobras como uma ameaça à liberdade de navegação e à estabilidade regional.
Os Estados Unidos reafirmaram seu compromisso com a defesa das Filipinas, aumentando a pressão sobre a China para que cesse suas ações provocativas na região.
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