Coreia do Sul condena tratado Rússia-Coreia do Norte e pondera enviar armas para Ucrânia

Seul expressa preocupação com acordo militar e considera mudança na política de apoio à Ucrânia.

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Seul, Coreia do Sul, 21 de junho de 2024 – Agência de Notícias Yonhap – A Coreia do Sul condenou veementemente a Rússia e a Coreia do Norte pela assinatura de um tratado que promete assistência militar mútua em caso de ataque a uma das partes. Um alto funcionário em Seul também sugeriu uma possível mudança na postura do país em relação ao fornecimento de armas para a Ucrânia.

O presidente russo Vladimir Putin e o líder norte-coreano Kim Jong Un assinaram o tratado de parceria estratégica abrangente na quarta-feira (19), após suas conversações de cúpula em Pyongyang.

O gabinete presidencial sul-coreano convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional na quinta-feira (20) para discutir o pacto e emitiu um comunicado expressando grave preocupação com o tratado, que visa fortalecer a cooperação militar e econômica entre Rússia e Coreia do Norte.

O comunicado afirma que qualquer cooperação que direta ou indiretamente auxilie o aprimoramento militar da Coreia do Norte é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Destaca-se que a Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, liderou resoluções de sanções contra a Coreia do Norte no passado.

A declaração adverte que se a Rússia apoiar a Coreia do Norte em violação das resoluções e colocar em risco a segurança da Coreia do Sul, isso inevitavelmente terá um impacto negativo nas relações entre Seul e Moscou.

Seul tem mantido um certo nível de relações com Moscou mesmo após a Rússia lançar sua invasão à Ucrânia em fevereiro de 2022. Um vice-ministro das Relações Exteriores russo visitou Seul em fevereiro deste ano.

Em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (20), um alto funcionário presidencial sul-coreano declarou que o governo planeja reconsiderar a questão do apoio militar à Ucrânia. O comentário sugere uma possível mudança na política de Seul de não fornecer armas letais à Ucrânia.

Esta mudança de postura da Coreia do Sul reflete a crescente preocupação com a estabilidade regional e o equilíbrio de poder no nordeste asiático. Analistas internacionais observam que a reação de Seul pode sinalizar um realinhamento estratégico mais amplo na região, com potenciais implicações para as relações entre as duas Coreias e para a dinâmica geopolítica envolvendo as grandes potências.

A comunidade internacional aguarda com expectativa os próximos passos da Coreia do Sul, especialmente em relação à sua política de apoio à Ucrânia, o que poderia marcar uma mudança significativa na abordagem do país aos conflitos globais e às alianças regionais.

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