Yangon, Myanmar – 3 de fevereiro de 2024 – Em meio aos confrontos contínuos com o exército de Myanmar, Duwa Lashi La, presidente do Governo de Unidade Nacional (National Unity Government – NUG), destacou estratégias para fortalecer alianças com minorias étnicas e enfraquecer a junta militar no terceiro aniversário do golpe.
Lashi La afirmou à NHK que a resistência tem avançado e que há desunião na liderança militar de Myanmar. Ele mencionou que os soldados da junta não estão mais obedecendo seus comandantes, e muitos estão desertando.
Desde outubro, o NUG tem intensificado ataques coordenados ao lado de grupos armados étnicos contra o exército. Lashi La observou que batalhas prolongadas têm exaurido os soldados da junta, resultando em rendições em massa.
O presidente interino enfatizou a pressão contínua para desmoralizar o exército e incentivar mais deserções para o lado pró-democracia, uma estratégia-chave para evitar que a junta consolide seu domínio. Recentemente, a junta estendeu o estado de emergência por mais seis meses, citando piora na segurança.
Lashi La espera que a comunidade internacional, especialmente a China, desempenhe um papel crucial na busca pela paz em Myanmar. Enquanto reconhece a possibilidade de a China buscar interesses próprios, ele expressa a esperança de que Pequim esteja sinceramente contribuindo para os anseios do povo de Myanmar por um país democrático e federal.
O presidente interino destacou o compromisso contínuo do NUG em criar uma sociedade mais inclusiva, abrangendo inclusive o povo Rohingya marginalizado. Ele enfatizou que a busca por uma liderança civil inclusiva continuará, mas ressaltou que a paz não será restaurada enquanto o exército continuar a oprimir seu próprio povo.
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