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Lenta recuperação do terremoto na Península de Noto afeta economia local

Empresas enfrentam desafios para se reerguer após seis semanas do desastre.

Wajima, Ishikawa, Japão, 13 de fevereiro de 2024 – Seis semanas após um terremoto devastador atingir a Península de Noto no Japão, as comunidades locais ainda lutam para se recuperar, e muitas empresas enfrentam um futuro incerto, com algumas considerando o fechamento permanente.

Yoshiura Tsukasa, que trabalha na indústria pesqueira na cidade de Wajima, na província de Ishikawa, uma das áreas mais afetadas pelo terremoto, viu sua vida mudar drasticamente. Antes do desastre, ele pescava caranguejos da neve e outras capturas. No entanto, o terremoto alterou a linha costeira, tornando-a muito rasa para cerca de 200 barcos operarem, forçando Yoshiura a encerrar suas atividades após 50 anos de pesca.

Yoshiura desabafa: “Não sei quanto tempo a recuperação vai levar. Talvez cinco anos, talvez dez. Não posso ganhar dinheiro a menos que vá para o mar”.

Outro empresário, Yatsui Takahiro, que comanda uma firma que produz e vende a tradicional laca conhecida como “Wajima-nuri”, também enfrenta desafios. Seu workshop e loja precisam de reparos urgentes para continuarem operando, porém encontrar trabalhadores de construção disponíveis é uma tarefa árdua.

Yatsui explica: “No fim das contas, o dinheiro importa. Não estamos recebendo renda, e custa dinheiro para consertar nosso workshop”.

Uma associação de crédito local realizou uma pesquisa com empresas nas cidades afetadas de Wajima e Suzu, revelando que pelo menos 60% dos cerca de 1.600 estabelecimentos não conseguem operar. A associação destaca a importância de ajudar as empresas a obterem os fundos necessários para permanecerem abertas, enfatizando a necessidade de colaboração entre o governo, o setor privado e outros grupos para encontrar soluções para os negócios locais.