por André Santos, Correspondente de Relações Internacionais Ásia
Nauru, 16 de janeiro de 2024 – A nação insular do Pacífico, Nauru, anunciou na segunda-feira (15), que está encerrando relações diplomáticas com Taiwan e restabelecendo os laços com a China. O governo de Nauru afirmou em comunicado que a decisão visa o melhor interesse do país e de seu povo.
Nauru não reconhecerá mais Taiwan como um país separado, mas sim como parte inalienável do território chinês. O comunicado ainda informa que o país “encerrará as relações diplomáticas com Taiwan a partir deste dia e não desenvolverá mais quaisquer relações oficiais ou trocas oficiais com Taiwan”.
Com uma população de cerca de 12.000 pessoas e uma área de 21 quilômetros quadrados, Nauru estabeleceu laços diplomáticos com a China em 2002. No entanto, em 2005, rompeu esses laços com a China ao estabelecer relações diplomáticas com Taiwan.
A decisão de Nauru suscita especulações sobre os motivos por trás dessa mudança, especialmente porque o país havia recentemente expressado críticas a Pequim. O Ministério das Relações Exteriores da China saudou a decisão de Nauru, afirmando estar pronta para trabalhar com o país para abrir um novo capítulo nas relações bilaterais com base no princípio de uma China.
Em relação ao “timing” do anúncio de Nauru, que ocorreu imediatamente após a eleição presidencial de Taiwan, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que foi uma escolha voluntária de Nauru como estado soberano.
Taiwan mantinha laços diplomáticos com 22 países quando a Presidente Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista, assumiu o cargo em maio de 2016. No entanto, a China tem pressionado países a cortarem laços com Taiwan, devido à rejeição da administração de Tsai à reivindicação de Pequim de que Taiwan é parte de seu território.
Um total de 10 países romperam laços com Taiwan – cinco países na América Central e no Caribe, três países na Oceania, incluindo Nauru, e dois países na África. Isso deixa 12 países com relações diplomáticas com Taiwan. O escritório presidencial de Taiwan afirmou na segunda-feira (15), que a repressão diplomática de Pequim imediatamente após sua eleição presidencial é uma retaliação contra valores democráticos e um desafio flagrante à ordem internacional estável.
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