A embaixada do Japão em Pequim informou que as autoridades chinesas prenderam, formalmente, um empresário japonês que estava detido desde março, sob suspeita de espionagem.
Os funcionários da embaixada disseram que a prisão formal foi feita em meados de outubro. O homem, que está na casa dos 50 anos, foi identificado como funcionário da grande fabricante de medicamentos japonesa Astellas Pharma. Ele viveu na China por cerca de 20 anos, no total.
As autoridades de segurança chinesas o detiveram em Pequim, em março, sob suspeita de violar a lei criminal e a lei antiespionagem da China. Seu status foi alterado para detenção criminal no mês passado.
Levará até sete meses para que seja tomada uma decisão sobre seu indiciamento.
O secretário-chefe do Gabinete do Japão, Matsuno Hirokazu, disse a repórteres na quinta-feira (19), que o governo confirmou a prisão do homem e tem feito todo o possível para apoiá-lo e à sua família.
Matsuno disse que o Japão tem insistido muito com as autoridades chinesas, por meio de vários canais e ocasiões, para que libertem o homem em uma data próxima. Ele disse que o governo continuará com esses esforços.
O homem é um dos cidadãos japoneses detidos pela China por supostas atividades de espionagem de acordo com a lei antiespionagem que entrou em vigor em 2014. O escopo das atividades que equivalem à espionagem foi ampliado em uma revisão legal, que entrou em vigor em julho, levantando preocupações entre as empresas estrangeiras que operam na China.
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