Uma empresa imobiliária envolvida na reforma planejada do bairro Meiji Jingu Gaien, no centro de Tóquio, disse que adiará seus planos de cortar e transplantar árvores no local até, pelo menos, o início do próximo ano.
O projeto liderado pela Mitsui Fudosan prevê a derrubada de 743 árvores, todas com mais de três metros de altura. Os desenvolvedores disseram, anteriormente, que planejavam começar em setembro com o corte de cerca de 50 árvores e o transplante de aproximadamente 90.
O Governo Metropolitano de Tóquio, que aprovou o projeto, instruiu os incorporadores a conservar as árvores o máximo possível. Em 12 de setembro, solicitou que eles apresentassem uma análise concreta de sua política de preservação antes de iniciar a remoção das árvores.
Na sexta-feira (29), funcionários da Mitsui Fudosan visitaram o gabinete do governo de Tóquio.
Mais tarde, eles disseram aos repórteres que os operadores do projeto atenderão à solicitação da cidade. Eles disseram que apresentarão uma revisão de seus planos no final do ano ou no início do próximo ano. A decisão adiará o início do corte e transplante de árvores até, pelo menos, o início do próximo ano.
As autoridades também indicaram que podem reduzir o número de árvores a serem cortadas alterando o projeto de um novo estádio de rúgbi planejado para o local.
Os funcionários da Mitsui Fudosan também se referiram a um alerta de patrimônio emitido no início de setembro pelo painel consultivo da UNESCO, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, ou ICOMOS.
O alerta diz que o projeto afetará seriamente a sustentabilidade da avenida de árvores conhecida como calçadão Gingko e pede a suspensão imediata do plano.
As autoridades reconheceram a opinião do painel e a necessidade de uma revisão da política de preservação de árvores, mas reclamaram que o ICOMOS emitiu unilateralmente seu alerta com base em seu próprio entendimento.
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