Os atacadistas do mercado Toyosu, em Tóquio, registraram queda nas vendas devido às restrições de importação impostas pela China em resposta à liberação de água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi.
A China suspendeu todas as importações de frutos do mar japoneses após o início da operação de descarga em agosto. Desde então, Hong Kong e Macau proibiram a importação de produtos marinhos de 10 prefeituras, incluindo Fukushima e Tóquio.
Um atacadista em Toyosu exporta peixes de alta qualidade para mais de 20 países e regiões. No passado, cerca de metade de suas remessas ia para Hong Kong e algumas para a China continental.
Agora, a empresa diz que suas vendas mensais caíram em centenas de milhares de dólares devido à suspensão das importações, entre outros motivos.
A empresa esperava contar com a exportação de frutos do mar excluídos da proibição para Hong Kong e outros lugares.
Mas ela diz que as inspeções alfandegárias agora demoram mais do que no passado.
Isso impossibilita que a empresa tenha peixes frescos pescados pela manhã e enviados aos clientes à noite para obter margens de lucro mais altas.
A empresa agora está considerando explorar mercados no Oriente Médio e em outros lugares, além de fortalecer suas vendas no Japão.
Mas o caminho para a recuperação é incerto, pois não é fácil encontrar novos parceiros comerciais e a demanda doméstica por peixes caros é limitada.
O presidente da Yamaharu diz que sua empresa está em prejuízo.
Ele diz que espera que os políticos japoneses façam um trabalho melhor para persuadir a China e Hong Kong a repensar suas políticas.
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