Um porta-voz do Kremlin negou as alegações de que o governo russo estaria envolvido na morte do líder mercenário Yevgeny Prigozhin. Alguns analistas sugeriram que o presidente Vladimir Putin ordenou seu assassinato.
Prigozhin e outras nove pessoas morreram na quarta-feira (23), quando o jato executivo em que estavam caiu a noroeste de Moscou. Muitos analistas ocidentais passaram a acreditar que o acidente foi orquestrado pela agência de segurança da Rússia. Eles sugeriram que se tratava de uma vingança por Prigozhin e outros membros de seu grupo mercenário Wagner terem realizado um motim em junho.
No entanto, o secretário de imprensa da presidência russa, Dmitry Peskov, disse na sexta-feira (25), que essas alegações são uma “mentira absoluta”.
Peskov disse: “Ao cobrir essa questão, é necessário basear-se exclusivamente em fatos. E ainda não há muitos fatos”.
O presidente da vizinha Belarus, Alexander Lukashenko, desempenhou um papel na negociação do fim do motim. Ele disse ter avisado Prigozhin que os agentes russos o “esmagariam” “como um inseto”. No entanto, ele agora afirma que Putin não é o culpado.
Lukashenko disse: “Eu conheço Putin. Ele é uma pessoa prudente, muito calma e até mesmo lenta ao tomar decisões sobre outras questões menos complexas. Portanto, não posso imaginar que ele tenha feito isso”.
O Grupo Wagner desempenhou um papel importante na guerra na Ucrânia, lutando ao lado das forças russas regulares. Analistas do Ministério da Defesa britânico disseram na sexta-feira que a morte de Prigozhin desestabilizará a organização. Eles acreditam que nenhum de seus possíveis sucessores tem a mesma “audácia” e “brutalidade”.
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