Líderes de inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido afirmam que estão interessados em recrutar informantes russos que tenham nutrido descontentamento com a administração do presidente Vladimir Putin desde a recente e curta rebelião armada de mercenários do Wagner Group.
O diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA, William Burns, falou em um fórum de segurança nos Estados Unidos na quinta-feira (20).
Ele discutiu o motim do mês passado liderado pelo líder da empresa militar privada russa Wagner Group, Yevgeny Prigozhin. Burns disse ter visto “muitos episódios fascinantes na Rússia, mas nenhum mais fascinante do que o motim de Prigozhin”.
Burns disse que há “muito descontentamento na Rússia, na elite e fora dela”. Ele disse que seria uma “loucura” para sua agência “não aproveitar o que é, na verdade, uma oportunidade única em uma geração para um serviço de inteligência humana”.
Mais cedo, na quarta-feira (19), o chefe do Serviço de Inteligência Secreta do Reino Unido, conhecido como MI6, também comentou sobre a revolta de Wagner.
Richard Moore disse que o motim “expôs a decadência inexorável da autocracia instável presidida por Putin”.
Ele conclamou os russos a “darem as mãos” ao MI6 “para pôr fim ao derramamento de sangue”. Ele disse que a “porta está sempre aberta” de sua agência e que os “segredos dos informantes estarão sempre seguros” com ela.
Burns também expressou sua disposição de trabalhar em conjunto com o MI6 em tais ações, dizendo que eles visam “o mesmo objetivo neste momento”.
Ambos os chefes de inteligência também expressaram otimismo em relação à contraofensiva dos militares ucranianos contra as forças russas.
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