Um grupo de pesquisa sobre câncer ligado à Organização Mundial da Saúde declarou que o popular adoçante sem açúcar aspartame é um “possível carcinógeno”.
Mas a OMS também diz que não concluiu que o consumo de produtos que contêm adoçantes leva, automaticamente, a um impacto negativo sobre a saúde.
O aspartame é um adoçante artificial usado em uma ampla variedade de produtos alimentícios e bebidas desde a década de 1980, incluindo bebidas dietéticas, chicletes, sorvetes e iogurtes.
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, ou IARC, anunciou na sexta-feira (14), que classificou o aspartame como possivelmente carcinogênico para os seres humanos, no terceiro nível mais alto, de quatro níveis, o que equivale às emissões de carros a gasolina.
O Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos Alimentares, ou JECFA, definiu a ingestão diária aceitável de aspartame em 40 miligramas por quilograma de peso corporal. O JECFA afirma que não há necessidade de alterar o padrão.
Um funcionário da OMS disse aos repórteres na quarta-feira (12), que isso não deve ser interpretado como uma declaração direta que indica que há um risco conhecido de câncer decorrente do consumo de aspartame.
Um funcionário da IARC disse que a avaliação é, na verdade, mais um apelo à comunidade de pesquisa para tentar esclarecer e entender melhor o risco carcinogênico que pode ou não ser representado pelo consumo de aspartame.
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