Continuam combates no Sudão, aumentando as preocupações humanitárias
Uma onda de bombardeios ferozes atingiu a capital do Sudão depois que um período de cessar-fogo especificado por uma das facções em guerra chegou ao fim na manhã de segunda-feira.
Os confrontos entre os militares sudaneses e o grupo paramilitar Rapid Support Forces eclodiram em 15 de abril. A Organização Mundial da Saúde disse que mais de 420 pessoas foram mortas.
A violência levou os governos, inclusive o do Japão, a evacuar seus cidadãos do Sudão.
Depois que o período de trégua estabelecido pela RSF terminou na manhã de segunda-feira, ataques aéreos atingiram a capital Cartum, de acordo com a mídia e jornalistas locais. Também foram ouvidos tiros.
A perspectiva de uma escalada de violência está aumentando. Um grupo médico local disse em uma publicação na mídia social que um bombardeio feroz estava ocorrendo em Cartum e pediu ajuda aos profissionais de saúde para tratar os feridos nos hospitais.
Há preocupações de que a situação humanitária no país se deteriore. Há relatos de que as pessoas estão sofrendo com a falta de energia elétrica e com o acesso limitado a água potável e alimentos.
A emissora britânica BBC informou que cerca de 20.000 pessoas fugiram do Sudão para buscar segurança no Chade, e que aproximadamente 10.000 refugiados chegaram ao Sudão do Sul.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, conclamou as partes beligerantes a cessarem os combates imediatamente. Ele disse durante um discurso no Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira que a luta “arrisca uma conflagração catastrófica dentro do Sudão”, que, segundo ele, poderia engolfar toda a região e além.
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