Esforços estão em curso para evitar que casos de trabalho em tempo de guerra prejudiquem os laços Japão – Coréia do Sul
Terça-feira marca um ano desde que um tribunal distrital sul-coreano permitiu a liquidação dos ativos de uma empresa japonesa, em um caso de trabalho em tempo de guerra. Foi a primeira decisão desse tipo, e ainda estão em andamento esforços para evitar que o caso prejudique ainda mais as relações entre o Japão e a Coréia do Sul.
O tribunal distrital de Daejeon decidiu, em setembro passado, que parte dos ativos, incluindo patentes e marcas registradas, que a Mitsubishi Heavy Industries do Japão detém na Coréia do Sul, poderia ser liquidada.
Isto se seguiu a uma decisão da Suprema Corte, de 2018, que ordenou ao fabricante japonês que compensasse os sul-coreanos que dizem que eles ou seus parentes foram forçados a trabalhar para a empresa, em duras condições, durante a Segunda Guerra Mundial.
Deliberações no tribunal superior da Coréia do Sul estão em andamento, desde que a Mitsubishi Heavy Industries apelou da decisão do tribunal distrital.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul realizou, até agora, quatro rodadas de reuniões consultivas públicas e privadas como parte dos esforços para impedir a liquidação dos ativos da empresa japonesa. Uma das propostas em consideração foi a de uma fundação existente na Coréia do Sul para arcar com a indenização aos demandantes em nome da empresa.
Resta saber como o governo sul-coreano irá agir em resposta às propostas do órgão consultivo.
Na segunda-feira, o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, disse que vai pressionar para normalizar os laços bilaterais, sejam quais forem as dificuldades que se apresentem.
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