Empresas japonesas retardam a saída da Rússia
Uma pesquisa realizada por uma companhia privada de pesquisa indica que as empresas japonesas estão desacelerando seu afastamento da Rússia, seis meses após o início da invasão do país pela Ucrânia.
O Teikoku Databank informa que, até domingo (21), 44% das 168 principais empresas japonesas decidiram suspender seus negócios na Rússia ou retirar-se do mercado.
O afastamento da Rússia, iniciado por empresas ocidentais, foi seguido por empresas japonesas.
Mas a pesquisa mostra que desde julho nenhuma empresa japonesa decidiu suspender seus negócios ou retirar-se do mercado.
A empresa de pesquisa diz que o afastamento da Rússia pelas empresas, inclusive as ocidentais, está desacelerando. Diz que esta tendência pode ser motivada por uma visão crescente de que o risco de prejudicar sua reputação ao operar na Rússia não é tão grave quanto se pensava.
Mas a empresa de pesquisa também diz que algumas empresas estão enfrentando decisões difíceis de se retirar da Rússia, para evitar mais danos a seus negócios, já que não há fim para a invasão, em breve.
O presidente e CEO, Sasaki Nobuhiko, da Organização de Comércio Exterior do Japão, ou JETRO, disse na segunda-feira que as empresas japonesas estão em um ponto crítico, forçadas a tomar decisões urgentes, sem perspectivas brilhantes para o futuro.
As exportações e importações têm sido notavelmente afetadas pela situação ucraniana.
As exportações de veículos para a Rússia caíram para cerca de 16.000, no meio do ano, até o final de junho. Isso representa uma queda de 60% em relação ao ano anterior.
As importações de petróleo bruto russo estão em declínio desde maio, seguindo a política do governo japonês.
As importações de gás natural, no entanto, não foram afetadas, muito, até agora, já que estão em contratos de longo prazo.
Neste mês, o governo russo criou uma nova empresa para assumir o projeto de petróleo e gás natural Sakhalin-2, no Extremo Oriente do país.
Moscou insta os dois investidores japoneses, Mitsui & Company e Mitsubishi Corporation, a notificá-la até 4 de setembro, se as empresas comerciais desejam manter suas participações.
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