Rússia aumenta ofensiva em Mariupol

A situação na Ucrânia está piorando, na cidade de Mariupol, no sudeste do país, alvo de bombardeios pesados. O país recusou uma exigência russa para entregar a cidade.

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Rússia aumenta ofensiva em Mariupol

A situação na Ucrânia está piorando, na cidade de Mariupol, no sudeste do país, alvo de bombardeios pesados. O país recusou uma exigência russa para entregar a cidade.

O Ministério da Defesa russo disse, nesta segunda-feira (21), que havia lançado um ataque com mísseis contra o que chamou de instalação de treinamento para mercenários estrangeiros na província ucraniana de Rivne, matando mais de 80 mercenários e nacionalistas.

O Ministério da Defesa emitiu, anteriormente, uma declaração dizendo que as forças ucranianas que depuserem suas armas terão garantida a passagem segura para fora de Mariupol e que os corredores humanitários serão abertos.

A Ucrânia recusou a oferta. A mídia citou a vice-primeira-ministra, Iryna Vereshchuk, como dizendo: “Não pode haver nenhuma questão de rendição”.

Os fortes combates continuam em Mariupol.

O conselho da cidade diz que as forças russas bombardearam uma escola de arte onde cerca de 400 residentes estavam se abrigando. Mulheres, crianças e idosos permanecem presos nos escombros.

Um teatro onde muitos residentes se refugiaram também foi destruído na semana passada. Centenas de corpos ainda estão sob os escombros.

No sábado (19), o conselho municipal acusou as forças russas de transportar mais de 1.000 civis através da fronteira contra sua vontade.

O presidente ucraniano, Volodymr Zelenskyy, falou com a CNN neste domingo (20). Ele reiterou sua disposição de negociar com o presidente russo Vladimir Putin.

Ele acrescentou que estaria disposto a arriscar “se houver apenas um por cento de chance de parar esta guerra”.

Mas ele advertiu que o conflito evoluiria para “uma terceira guerra mundial” se as negociações fracassassem.

A Rússia não está mostrando sinais de abrandamento em sua ofensiva. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que é necessário fazer mais progressos nas conversações com a Ucrânia antes que Putin e Zelenskyy possam se encontrar.

O Ministério da Defesa do Reino Unido disse nesta segunda-feira (21), que as forças russas que avançam sobre Kyiv vindas do nordeste pararam e que a maior parte de suas forças permanecem a mais de 25 quilômetros do centro da cidade.

O ministério também disse que, apesar da contínua falta de progresso, Kyiv continua sendo o principal objetivo militar da Rússia e que é provável que os russos priorizem a tentativa de sitiar a cidade durante as próximas semanas.

Em meio a seus lentos avanços na Ucrânia, os militares russos, aparentemente, tentaram demonstrar sua força através do lançamento de mísseis hipersônicos.

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo disse na segunda-feira (21), que ocorreu um vazamento de amônia em uma fábrica no nordeste da cidade ucraniana de Sumy. Ele alegou que foi uma provocação planejada pela Ucrânia.

As autoridades russas disseram estar desconfiadas do possível uso de armas químicas pela Ucrânia. Oficiais ocidentais temem que os militares russos possam usar essas alegações como um pretexto para justificar seu uso de armas químicas ou biológicas.

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