Julie Drumond Magalhães divulga a MPB na Inglaterra

Julie Drumond Magalhães (59), cantora, compositora e violonista natural de Belo Horizonte (MG), radicada na Inglaterra, e com 3 CDs gravados, teve a oportunidade de trabalhar com vários músicos famosos durante a sua trajetória musical, inclusive internacionais.No Brasil, Julie se apresentava em programas na TV Alterosa, em parques de diversão e eventos. Aos 14 anos de idade, sua família se mudou para Aracaju (Sergipe) e foi lá que tudo começou.

Era o ano de 1979, e Julie conheceu o paulista Beto Franco que acabou se transformando no seu padrinho de casamento. Beto vive na Ilha Bela e apesar da distância a amizade entre eles dura até hoje.  Foi ele quem indicou um local para Julie se apresentar, depois ele mesmo montou seu próprio bar e ela tocava nele. Além de bares, Julie se apresentava em restaurantes, casas noturnas  e teatro.

Foi convidada para participar de vários festivais de música, e num deles a música que cantou ganhou o primeiro lugar. Logo depois, conheceu aquele que seria o seu marido, um paulista amigo do Beto e decidiram viver juntos.

Mudou-se para São Paulo em 1992. Foi ai que tudo mudou na sua vida. Cidade grande, muitas oportunidades, e como o seu marido era técnico de som que trabalhou com muitos famosos, surgiu a oportunidade para Julie de entrar nesse mundo dos músicos famosos.

Ela foi se aperfeiçoando no violão, tocando em várias casas noturnas de São Paulo. Mas de repente deu aquele estalo!!! Noites longas, muita droga rolando entre as pessoas, muita loucura, e decidiram se mudar para o litoral norte de São Paulo, em Ubatuba.

Em 1993, Julie foi cantar na cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro, se apresentando em Paraty, Búzios e em todo litoral norte. Foi ficando conhecida e em seguida realizou uma longa temporada pelo Interior de São Paulo, se estabelecendo na cidade de Campinas. Em 2004, Julie e o marido, decidiram se fixar definitivamente no litoral porque a família havia aumentado e já tinham 6 filhos.

Participou em 2015, do grande evento de 1.º de maio (Dia do Trabalhador) em São Paulo, se apresentando para um público de um milhão de pessoas. Julie se apresentou logo depois do cantor Cristiano Araújo que morreu em junho de 2015. Após o show de Julie, foi a vez da cantora mineira Paula Fernandes se apresentar para a multidão. Várias atrações se apresentaram nos diversos locais espalhados pela cidade como: Alceu Valença, Leci Brandão, Bruno & Marrone, Marcos & Belutti, Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano, João Bosco & Vinícius, Zé Felipe, Inimigos da HP, Os Travessos, a rapper Pame’lloza, Rappin Hood, Grupo Mistura Popular, Arlindo Cruz, Pagode 90, GOG, Edi Rock, Afro-X e Bad, Almir Guineto, Yzalú, Turma do Pagode, Samprazer, Negra Li, Dudu Nobre, Dexter e Rappin Hood, Latino, Grupo Só Encanto, Caju e Castanha, Péricles e Ludmilla.

A Força Sindical e a CUT organizaram diversos shows gratuitos de grandes artistas na Praça Campo de Bagatelle e no Vale do Anhangabaú, oferecendo vários prêmios, que foram sorteados entre o público presente, entre eles 19 carros Hyundai HB20, 0Km. Acima a foto de Julie ao lado do Miguel Torres, presidente da Força Sindical Nacional.

E Julie continuou o seu trabalho, realizando muitas apresentações em Caraguatatuba a convite do prefeito local, que tornou-se um grande fã do talento da cantora. Em 2018  Julie e a família se mudaram para Portugal, mas ficaram apenas 3 meses. Decidiram mudar novamente e morar definitivamente, seja na Inglaterra ou Alemanha, onde a família de Julie vive.

Escolheram a Inglaterra porque é mais fácil aprender inglês do que o alemão. Foram com 4 filhos homens, porque uma filha solteira está em Lyon, na França a trabalho, e a outra casada com um baiano vive em Aracajú, no nordeste do Brasil. Com a ajuda do marido, gravou três CDs caseiros ao longo da sua vida e no primeiro CD seu filho mais velho participa tocando bateria.  No segundo CD, uma das filhas participa na percussão.

A cantora vive com a família em Chester, cidade às margens do rio Dee, perto da fronteira com o País de Gales. Chester foi uma das últimas cidades da Inglaterra a cair nas mãos dos normandos, recebendo o status de cidade em 1541. Chester é uma das cidades muradas mais bem preservadas da Grã-Bretanha. Possui vários edifícios medievais, mas muitos dos edifícios em preto e branco no centro da cidade são restaurações vitorianas , originadas do movimento Revival.

Julie tem um filho que toca flamenco e contra baixo, e um outro que está encantado com a Country Music americana, e está agradando o público com as suas apresentações na Inglaterra. Já da para saber que a família traz a música no sangue, afinal Julie toca violão desde os 12 de idade, mas nunca frequentou uma escola de música, tendo aprendido sozinha em casa.

Da Redação by Cleo Oshiro

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Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site