Roberto Rutigliano: A trajetória do músico argentino, radicado no Brasil

O baterista, compositor e arranjador Roberto Rutigliano , é um músico argentino radicado no Rio de Janeiro, passando pelos estilos livres do jazz, tango, música clássica, latina e ancestral. Nos últimos anos, o músico gravou quatro discos com diferentes projetos: A música de Miles e Coltrane, Tango Jazz e seus discos como protagonista Sotaques e Vida Mia. Rutigliano ministra workshops de bateria, e está lançando um curso básico de 4 aulas e um curso avançado de 10 aulas de bateria, oferecendo a possibilidade de aulas avulsas.

Roberto Rutigliano, nasceu em 30 de março de 1958 em Buenos Aires, e cresceu no bairro de Wilde, onde viveu até os 20 anos. De linhagem italiana, Rutigliano convivia num ambiente musical, nas festas familiares, onde todo o mundo cantava e dançava de forma alegre e espontânea. Desde criança (aproximadamente a partir dos 8 anos) esteve envolvido com a percussão do folclore argentino, tocando “bombo legüero”. Nesse momento estudou com Lito Urruti ritmos como “Chacarera” e “Zamba” no Instituto Cenário. Aos 10 anos participou de atos festivos na sua escola, e passou aos poucos do bombo, para o bongo até finalmente chegar à bateria aos 15 anos de idade (em 1972).

Nesta fase da infância e adolescência, formou-se uma raiz musical que o acompanhou por todo o mundo, e pela vida inteira. Rutigliano ouviu tango, jazz, música italiana, música latina e brasileira. Era normal participar de uma festa e ouvir Chico Buarque, Beatles, Ruben Blades, música folclórica argentina, Sui Generis, Spinetta ou o disco “The Rosko Show”.

Nestes anos ter escutado recitais como o de “Madre Atómica”, “Adeus Sui Generis”, Weather Report, Astor Piazzola e Chic Corea foi realmente algo que impulsionou a compreensão de uma sonoridade e de uma estética diferente. Rutigliano sente necessidade de conhecer mais sobre literatura e filosofia, ingressando na faculdade de letras. De forma paralela, já morando em Buenos Aires, longe do subúrbio, se envolve com música contemporânea realizando cursos com o compositor Carmelo Saitta com o qual entra em contato com outra estética, conhecendo a musicalidade de autores como Edgard Varese.

Em Buenos Aires estuda bateria de forma mais formal com Hebert Gouarnalusse com quem começa a conhecer um pouco melhor os discos de jazz. Hebert, na época, era casado com uma dançarina e além da música, o contato com ele resultou na possibilidade de assistir outro estilo de vida muito mais de acordo com uma perspectiva artística. O subúrbio era enriquecedor em experiências, mas limitado no sentido de ganhar uma visão mais ampla do mundo. Em Buenos Aires começa a frequentar o ambiente da música instrumental que se desenvolve em especial acompanha o que ocorre num espaço mítico chamado “Jazz & Pop” onde tocavam os grandes músicos da época.

Em 81 viaja ao Estados Unidos onde toma aulas com Michel Carmin (baterista de Dizzy Guillespie) e com Alan Dawson lendário professor da “Berklee College of Music” e mestre de Tony Willians (baterista de Miles Davis). Em Manhattan compra os pratos que o acompanham até hoje e mergulha ainda mais no conhecimento dos exercícios da orientação didática, mas a metodologia americana não combina muito bem com um lado intuitivo que ainda teria que florescer para que esse mundo da técnica pudesse ser aproveitado.

De volta a Argentina toca com Marikena Monty, (uma cantora de renome) com a qual participa de shows em Punta del Este, em Villa Gesell e nos principais teatros de Buenos Aires, o repertorio incluía músicas de Tango e do estilo Edith Piaf, faziam parte do grupo Coco Perez (piano) e German Pontoriero (baixo). Deixa os shows com Marikena e começa a tocar com Julio Lacarra, cantor e compositor de música folclórica argentina. Faziam parte do grupo Lalo (guitarra) e Oby Homer (baixo).

Na época também participa do circuito underground de Buenos Aires tocando em bares históricos como “Eistein” e “Parakultural” com a performance, atriz, acrobata e dançarina Krisha Bogdan e com o mimo e clown Angel Jugovac. Compõe a música para o espetáculo “Textos Otros” da coreografa Vivian Luz , espetáculo premiado pela integração entre movimento e dança no festival “Dança Aberta” (1986). Este projeto está sendo relançado em Buenos Aires neste momento e Rutigliano acaba de gravar uma nova música para a coreografia.

Continua seus estudos de bateria com Rolando “Oso” Picardi, percussão erudita com o maestro Antonio Yepez e técnica e leitura avançada de bateria com Alejandro Varela. Escreve durante um ano artigos em uma revista especializada chamada “El Musiquero” e dá aulas de bateria na escola de David Lebon. Participa da orquestra sinfônica criada para um festival organizado pela prefeitura de Buenos Aires onde tem como maestros a Pedro Ignácio Calderón que dirige a obra “Sherezade” de Rimsky Korsakov, na qual Rutigliano toca caixa clara (esta obra é uma das mais emblemáticas para este instrumento). (Foto abaixo de Isadora Cardozo Guedes).

Participa em grupos de percussão como o conjunto “Ritmus” junto a músicos como Norberto Minichilo onde se familiariza com obras como “la Toccata” de Carlos Chávez. Toca em peças teatrais e no grupo de tango contemporâneo “Quinteto Malvón” onde começa a apresentar suas próprias obras. Em 1986 a escola “Berklee College of Music” visita Buenos Aires e Rutigliano estuda com músicos como Tommy Campbell. Nesta época duas figuras musicais representam uma força no seu crescimento musical: o percussionista Jorge Pemoff e o baterista Norberto Minichilo.

Aqui acontece uma espécie de corte porque o que acontecia naquela época musicalmente em Buenos Aires não conseguia despertar um lado artístico mais profundo nem satisfazer uma busca estética. Parecia que a música fosse apenas profissionalismo, virtuosismo ou leitura musical, mas Rutigliano percebia que estava faltando algo essencial, algo que impedia que pudesse entrar a musicalidade. Viaja para Rio de Janeiro de férias em 1987 e no encontro próximo com a música brasileira se encanta pela cidade, pelas manifestações artísticas populares e decide migrar para o Brasil.

O Brasil parecia que poderia dar um contato mais orgânico com a música africana, e o fato de morar numa sociedade onde a percussão faz parte de experiências coletivas de forma natural, poderia fazer desenvolver essa tal de musicalidade que tanto estava precisando aumentar. Radicado no Rio de Janeiro desde 1988 fez experiências em vários tipos de situações musicais. Chegando ao Rio, depois de um workshop inaugural no conservatório brasileiro de música é chamado a dirigir o grupo “Alaafin Aiyê”, grupo afro dentro do estilo de Olodum.

Dá aulas no Conservatório Brasileiro de Música, depois CENARIO onde conhece o pianista Tomás Improta e Ian Gest no CIGAM  (nessa época estas duas escolas eram as mais importante do Rio de Janeiro em termos de didática e do nível dos profissionais que faziam parte do corpo de professores). A trajetória na música instrumental começa primeiro no trio com Xandy Rocha (baixo) e Virgilio Gomez (guitarra) tocando em casas noturnas como “People”,  “Jazz Mania” e “Mistura Gina”. Esta primeira formação se desdobrou num quarteto que acabou gravando no disco de Sergio Nacif lançado pelo Selo Niterói Discos em 1992. Disco do qual participaram artistas como Yuri Popof (baixo) e Nelson Farias (guitarra).

De forma paralela toca no bar “Barbas” de Botafogo por uma longa temporada junto a um quarteto formado entre outros pelo pianista Hamleto Stamato. O quarteto com Sergio Nacif, e depois com a entrada de Roberto Alves, começa a tocar de forma estável no centro do Rio no bar “Beira do Cais”. O bar recebia canjas de músicos da cena do jazz e também alguns dos que faziam parte da banda de Hermeto Pascoal como Eduardo Neves. O espaço, com este movimento acaba se convertendo em um point de quem gostava de ouvir jazz no Rio de Janeiro.

Rutigliano continua estudando: toma aulas de música brasileira por um breve tempo com Pacoal Meirelles, de jazz com Jimmy Duchowny e por um ano tomou aulas de bateria e pratica de grupo com Claudio Carybé (professor determinante na sua formação). O projeto musical de quarteto que tocava no bar “Beira do Cais” acolhe dois percussionistas: Dudu Marins e Edson Quesada (músico que tinha chegado de uma longa temporada na Colômbia). O quarteto, agora sexteto, receve influências da sonoridade de Chic Corea, Jellow Jacket e mais que nada de Andy Narell.

Sai Quesada entra Don Chacal, percussionista que tinha tocado com Paul Simon, entra Zeca Maretzky no sax e Adriano Souza nos teclados. Esta formação é à base do grupo Xekerê que grava um primeiro disco chamado: “Brasil-Latin-Jazz”, titulo que sintetiza as influencias que vem a constituir o direcionamento estético de Rutigliano. Um ano depois Xekerê lançam o segundo disco do grupo “A lua anda tonta” com participações da cantora Clara Sandroni, do percussionista Passarinho Gomez e do violoncelista Ricardo Santoro. Nesta segunda fase entram para a banda os músicos americanos Peter O”neill no sax e o percussionista Rusty May.

Forma com Rodrigo Zaidam (piano), Xandy Rocha (baixo) e Renat Buscaio (sax) o grupo “Vila Vento” um quarteto dedicado à música autoral. Desfeito este grupo em 1998, Rutigliano entra como professor dos Seminários de Música Pro Arte onde permanece por 25 anos. Nesse momento, Rutigliano faz um mergulho nas manifestações populares de percussão, inaugurando a semente do que mais tarde seria o grupo “Monobloco”. Como pesquisador escreve em sites especializados no Brasil, como “Batera.com” e “Afreaka”. Ao mesmo tempo realiza, com todo este material, workshops e clínicas nas principais escolas de músicas do Brasil e da Argentina.

Em 2005, participou da primeira edição do “Montevideo Drum Festival”, ao lado de músicos Osvaldo Fattoruso e Daniel Volpini. Primeira vez que se apresenta em um festival internacional só de bateria. Na sua performance apresenta várias composições para bateria dedicadas a todo esse mundo sonoro com o qual tinha convivido no Brasil. Rutigliano tinha interesse em se adentrar no mundo sonoro de Hermeto Pascoal, procurando essa estética em Rio de Janeiro estuda com Marcio Bahia e junto com Itiberê Zwarg funda a “Orquestra Família” com a qual fica quatro anos ensaiando 20 horas por semana. Deste trabalho surge o disco da orquestra “Pedra do Espia” dedicado ao Hermeto Pascoal lançado em 2001 e relançado pelo selo inglês FAR OUT em 2018.

Durante o ano de 2001 recria o projeto Xekerê com outros músicos : Bruno Aguilar no baixo, Andy Connell no sax e clarinete e Vitor Goçalves no piano. Aqui Rutigliano apresenta mais composições próprias e lança o elogiado disco “Martes”. Este grupo se desfaz e entram o guitarrista Silvio D’Amico , o sax de Fernando Trocado e o contrabaixo de Marquinhos Bruxelas realizando shows no Rio de Janeiro pelo espaço de dois anos. Reúne todas suas composições gravadas num álbum chamado “Coletânea” de tirada super reduzida.

De forma paralela, forma um duo com a flautista Odette Ernest Dias, onde desenvolve uma bateria completamente diferente. O encontro com Odette, serviu para conhecer a obra de André Jolivet, o que mudou o conceito de como poderia se comportar a bateria de uma forma orquestral. De 2000 até 2010 viajam pelo Brasil, participam de festivais e interpretam obras encomendadas e peças clássicas como as 12 Fantasias de Telemann, obras de Bach, de Piazzolla do qual resulta um disco pela Biscoito Fino e uma gravação produzida por Egberto Gismonti, ainda inédita.

Em 2007 formou a “Rio Latin Jazz” com a qual tocou durante quatro anos (com casa lotada) no “Brasil Mestiço”, na Lapa, junto a músicos como Adrian Barbet, Cezinha, Pedro Aune e João Gabriel. Cria um duo com a pianista Fernanda Canaud, fazendo um repertorio dedicado à música brasileira antiga.

Em forma ocasional atuou ao lado de músicos como Hermeto Pascoal e Yamandu Costa no teatro Rival. Também se apresentou com uma serie de cantoras brasileiras e argentinas como: Gabi Buarque, Thais Fraga, Gabriela Bergallo com ela no Brasil, na Argentina e na Suíça. Com Josi Dias, cantando Villa Lobos, se apresenta na Argentina. Em 2011, tocou em Buenos Aires com Adriana Rios e Alejandro Herrera no show “Mundo Jobim” e Com Helena Cullen no Rio apresenta o repertorio “Piazzolla e Tom Jobim”.

Nas suas viagens a Buenos Aires, toca com Pablo Lapidusas (piano) e Carolina Rovira (contrabaixo), e  Arthuro Puertas (contrabaixo). Realiza um trio com Abel Rogantini (piano) e Diego Wainer (contrabaixo) de volta ao mítico espaço “Jazz & Pop”. Um duo com o guitarrista Quique Sinesi que conta com a participação do contrabaixista Guillermo Delgado. Apresenta-se também em trio com Lautaro Julio (piano) e Santi (contrabaixo) e com Charlie Arana (guitarra).

Toca com Mariano Matos (baixo) e com o trompetista Juan Cruz Urquiza . Se apresenta junto a Daniel Binelli (bandoneon), Juan Pablo Navarro (contrabaixo) e Américo Belloto (trompete) no espetáculo “Tango e algo mais”. Se apresenta em trio com o contrabaixista Juan Pablo Navarro e com o pianista Hernan Jacinto. Em 2010, começa uma fase marcada pelos tributos a grandes músicos. Esta etapa se inaugura com o show “Tributo a Bill Evans”, com Dario Galante (piano) e Bruno Migliari (contrabaixo). Ao mesmo tempo retoma a relação com a música clássica no quarteto “Jazz in Câmara” rebatizado como “Reciclássico”, ao lado de Ana de Oliveira (violino), Tomás Improta (piano) e Tony Botelho (contrabaixo), recriando clássicos da música brasileira de compositores como Francisco Mignone e Heitor Villa Lobos.

No mesmo ano realizou um tributo a Elvin Jones com Fernando Trocado (sax), Idriss Boudrioua (sax) e Ronaldo Diamante (contrabaixo). Liderou um show em homenagem a Miles Davis, ao lado dos trompetistas Altair Martins, Jose Arimateia e Paulinho Trompete, este espetáculo foi apresentado junto com uma exposição de fotos muito especiais e se chamou “Miles Orixá”. Abaixo o vídeo de uma de suas viagens (2012) na qual toca com Quique Sinesi, Guillermo Delgado e Lina Avellaneda.

Realizou shows dedicados a Cole Porter, a Horace Silver, ao Rio 65 trio, a Luis Alberto Spinetta (junto ao guitarrista Dami Andrés), a Thelonius Monk entre outros. Um destes shows orientados por tributos foi dedicado ao “Jazz Messengers” junto a Fernando Moraes (piano), Sergio Barrozo (contrabaixo) e Ricardo Pontes (sax).

Integrou também um grupo instrumental com Tomás Improta, Fernando Trocado e Paulo Russo (contrabaixo), com um repertório voltado para a obra de John Coltrane, show que conta também com a participação de Marcelo Martins (sax), Jefferson Lescovich (contrabaixo) e Widor Santiago (sax). Manteve ainda um trio com o pianista Pablo Lapidusas e o contrabaixista Bruce Henri, com um repertório de música brasileira e de composições próprias.

Em 2012 esteve na Suíça, onde participou, ao lado da cantora Gabriela Bergallo, de dois shows de música latino-americana e ainda do espetáculo “Melodias Brasileiras”, do Festival do Teatro Di Cápua, em Embrach, e de uma master classe sobre música brasileira junto com a banda “Latin Jazz Ensemble”, em Zurique.

De volta ao Brasil, atuou em varias formações de tango com músicos como Chico Chagas (acordeon), Ana de Oliveira (violino), Marcos Amorin (guitarra), Bruno Py (contrabaixo), Ronaldo Diamante (contrabaixo), Tibor Fittel (piano), Tony Botelho (contrabaixo), Natalia Mer (cantora), Martin Lima (bandoneon) e Pablo Aslan (contrabaixo) com diferentes repertórios e apresentações dedicadas a Piazzolla e Troilo, destaque para os espetáculos “Tango Negro”, “Centenário de Troilo”, “Piazzolla in Rio” e “Borges e o Tango”.

Grava com a pianista Flavia Costa e a percussão de Robertinho Silva o disco “Caminhos”. Realiza um duo como o vibrafonista Daniel Serale. Com Thiago Ferthé (sax) monta um quarteto no espaço Triboz. Com o sax Tino Junior realiza uma homenagem a Charlie Parker. Toca durante duas temporadas com Widor Santiago (sax), Adaury Mothé (teclado) e Sergio Barrozo (contrabaixo) no “Bar dos Descasados” em Santa Teresa.

Se apresenta na inauguração da Blue Note Brasil junto com Zezo Olímpio no piano e Sergio Barrozo (contrabaixo). Da serie de espetáculos Idealizado por Roberto Rutigliano podemos destacar o dedicado ao conto de Cortazar “O Perseguidor” do qual participaram músicos notáveis como Paulo Levi e Marcelo Martins (sax), Cliff Korman (teclados) e Sergio Barrozo (contrabaixo). Na leitura do texto tiveram a atuação de – Carolina Virgüez (atriz). Espetáculo apresentado no “Festival Dois Pontos” no Teatro Maria Clara Machado, Planetário, Gávea – RJ.

Monta um novo espetáculo dedicado a Miles Davis com a participação de Jessé Sadoc no trompete. Se apresenta junto com a flautista espanhola Maria Toro e num contexto de música argentina com o guitarrista Matias Arriazu. Se apresenta com Tomás Improta (piano) em vários projetos dedicados a músicos variados como Luizinho Eça, Edu lobo, Billie Holiday (este com a cantora inglesa Folakemy) e a West Montgomery (este junto ao guitarrista Dino Rangel). Toca junto a Paulinho Trompete em duas apresentações homenageando ao disco “Kind of Blue”.

Em 2018 em comemoração aos 30 anos da sua permanência no Brasil Rutigliano realiza na Sala Cecília Meirelles um espetáculo chamado “De Villa Lobos a Piazzolla” junto a Caio Marcio (violão), Fernanda Canaud (piano), Paulo Sergio Santos (clarinete) na parte brasileira do espetáculo e depois com o grupo Tango Jazz na parte dedicada a Piazzolla.

Grava o projeto “Diverso Universo” dedicado a música clássica tocada desde uma abordagem jazzística junto a Berval Moraes (contrabaixo), Kim Ribeiro (flauta) e Valeria Mendoça (piano). Desde 2018 como líder de grupos gravou junto com Altair Martins (trompete), Widor Santiago (sax), Sergio Barrozo (contrabaixo) e Marcelo Magalhães Pinto (piano) um disco dedicado ao jazz chamado “A música de Miles e Coltrane”. Gravou também um álbum com o grupo “Tango Jazz” junto a Alexandre Carvalho (guitarra) e Márcio Sanchez (violino), dois discos autorais “Sotaques” e “Vida Mia” pela Warner Champell dos quais participou Sergio Barrozo (contrabaixo), José Arimetéa (trompete), Marcelo Magalhães Pinto (piano), Didac Tiago (percussão), Luiz Otavio (piano) e Bernardo Bosisio (guitarra).

Aqui o vídeo de “A música de Miles e Coltrane” e de “Tango Jazz”.

Em Buenos Aires desenvolve o “Afro Trio” junto ao baixista Matias Gonzalez e ao pianista Ricardo Nolé tocando por duas temporadas com um repertorio que inclui Mongo Santamaria, Tom Jobim e Ruben Rada. Em 2020 toca no teatro San Martin da rua Corrientes junto ao grupo de Pablo Aslan repertorio do seu disco “Piazzolla in Brooklin”.

Em 2020 grava o disco “Afro Coltrane” junto a músicos como Nivaldo Ornellas (sax), Antonio Guerra (piano), Didac Tiago (percussão) e Sergio Barrozo (contrabaixo). Apresenta seu quinteto junto a Adaury Mothé (piano), Zero Telles (percussão), José Arimatéa (trompete) e Zé Luiz Maia (contrabaixo) numa live especialmente produzida pelo espaço Áudio Rebel . No centenário de Astor Piazzolla em 2021 apresenta uma live para a televisão americana dirigida musicalmente por Pablo Aslan onde misturam ritmos brasileiros com a musicalidade do Tango.

Paralelamente a toda esta atividade como instrumentista, compositor, produtor e líder de grupos, Rutigliano dedica parte de seu tempo a escrever artigos publicados em revistas especializadas em música da Argentina e blogs do Brasil onde partilhou pesquisas ligadas à “influência da música africana na América”, “Relações entre a música latina, o Tango, o Samba e o Jazz“ e “A musicalidade afro-cubana” entre outros.

Recentemente Rutigliano realizou uma serie de lives dedicadas ao centenário de Astor Piazzolla e à vida e obra de Coltrane, estas lives foram realizadaa no Centro Cultural Midrash, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e na radio MEC.

Rutigliano realizou um curso sobre a história do Jazz no Rio de Janeiro com o titulo “Lendas do Jazz carioca”. Está preparando um curso de 10 aulas de bateria gravadas e filmadas pela Frankfurt produções inaugurando uma nova abordagem pedagógica baseado na perspectiva da oralidade que nos chega da tradição afro-brasileira e afro-cubana. No mês de setembro lançou um novo projeto misturando a musicalidade de Piazzolla com as bases dos ritmos da tradição do Candomblé brasileiro chamado “Roberto Rutigliano e quinteto Novo Tango”.

Rutigliano lançará em breve um novo projeto musical com suas composições e cantigas da tradição do Candomblé brasileiro e da Santeria cubana com músicos brasileiros. Acima o vídeo de um workshop onde Rutigliano mostra sua nova didática na bateria e um vídeo de seu novo quinteto.

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/user/rutiglianoroberto/videos

Da Redação by Cleo Oshiro

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Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site