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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Brasil do absurdo: pedagogia do tráfico, escola pública utiliza drogas como meio para ensinar matemática

Pais de alunos se revoltaram contra uma tarefa de casa dos filhos com uma questão de cálculo para colocar cocaína em pino de plástico, em Itaberaí, a 103 quilômetros da capital goiana. A pergunta era a primeira da lição de matemática enviada a duas turmas de 8º ano da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri.

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Brasil do absurdo: pedagogia do tráfico, escola pública utiliza drogas como meio para ensinar matemática

Pais de alunos se revoltaram contra uma tarefa de casa dos filhos com uma questão de cálculo para colocar cocaína em pino de plástico, em Itaberaí, a 103 quilômetros da capital goiana. A pergunta era a primeira da lição de matemática enviada a duas turmas de 8º ano da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri.

Ao verem a questão, os pais dos alunos se indignaram com a situação e cobraram providências da escola. Um dos responsáveis pelos estudantes afirmou já ter decidido pela transferência do filho para outra unidade de ensino.

“Olha se tem como uma escola mandar para um menino de 14 anos resolver um problema baseado em pino de cocaína?”, disse o homem, que pediu para não ser identificado, bastante revoltado com a questão de matemática.

“Tinha que ser cocaína?”
De acordo com o pai, o professor deveria ter buscado outra pergunta para avaliar os alunos. “Porque não baseou em outra coisa? Tinha que ser logo cocaína? Não pus meu filho lá para estudar sobre cocaína”, reclamou.

O conselho tutelar da cidade foi chamado, por alguns pais, para prestar auxílio e intervir no caso. Depois, conselheiros foram à escola e informaram que a diretora reconheceu o erro e, segundo ela, o objetivo de propor um problema na questão poderia ser alcançado usando outras substâncias como exemplo.

Igual a arroz e feijão
A mãe de outro estudante que recebeu a lição também achou um absurdo ver a droga ser usada em uma questão de matemática.

“A coordenadora disse que isso era um cálculo comum, como se fosse com arroz, feijão. Que não estão influenciando os alunos a vender ou a usar”, indignou-se.

Por meio de nota, a escola pediu desculpas à comunidade e disse que a questão “foge do alinhamento do trabalho pedagógico”.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que abriu um processo administrativo para apurar o caso e que, ao final da investigação, vai tomar as medidas cabíveis contra a professora, a coordenadora e a gestora da escola.

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