Governo de transição do Talibã levanta preocupações

O Talibã anunciou nesta terça-feira (7) um governo de transição, que não inclui mulheres ou representantes de outros grupos, levantando preocupações sobre seu futuro funcionamento.

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Governo de transição do Talibã levanta preocupações

O Talibã anunciou nesta terça-feira (7) um governo de transição, que não inclui mulheres ou representantes de outros grupos, levantando preocupações sobre seu futuro funcionamento.

O novo governo será liderado pelo Mullah Hasan Akhund, que foi nomeado primeiro-ministro interino. Ele é próximo ao líder supremo do Talibã, Mawlawi Haibatullah Akhundzada.

O mulá Abdul Ghani Baradar, que havia liderado conversações com os EUA, foi nomeado primeiro vice-primeiro-ministro interino.

Ambos eram membros superiores do antigo governo Talibã, que abrigou o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, o idealizador dos ataques terroristas de 11 de setembro nos EUA. O governo anterior foi destituído por operações militares lideradas pelos EUA.

Sirajuddin Haqqani foi nomeado ministro interino do Interior. Ele é o líder da Rede Haqqani, que os Estados Unidos designam como uma organização terrorista. Ele também é procurado pelo FBI.

O Talibã também anunciou a restauração de um ministério que suprimia os direitos das mulheres sob seu governo anterior, de 1996 a 2001.

O Ministério para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício estava em funcionamento sob o anterior governo Talibã, que foi deposto há 20 anos.

O ministério reprimiu as mulheres de acordo com a interpretação estrita da lei islâmica. Elas eram forçadas a usar burqas de corpo inteiro, e suas saídas eram restritas.

Também impôs duras restrições à vida das pessoas. Filmes e música foram proibidos.

Os cidadãos que violavam as regras eram punidos publicamente com violência.

Os Estados Unidos e os países europeus condenaram o ministério como símbolo do governo opressivo do antigo governo Talibã.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos. nesta terça-feira (7) indicou que nenhuma mulher foi incluída no governo e inclui apenas membros do Talibã ou seus colaboradores mais próximos.

O Departamento de Estado também disse que está preocupado com as “filiações e os registros de acompanhamento” de muitos outros nomeados para cargos superiores. Acrescentou que julgará não por palavras, mas por ações.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, deu as boas-vindas ao governo provisório do Talibã em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (8).

Ele disse que é um passo necessário para acabar com mais de três semanas de anarquia, restaurar a ordem e reconstruir o Afeganistão.

Ele acrescentou que a China espera que o governo ouça amplamente as opiniões de grupos étnicos e outros e que esteja à altura dos desejos e expectativas das pessoas em relação à comunidade internacional.

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