Dezenas de membros do conselho distrital de Hong Kong renunciam
Dezenas de conselheiros distritais pró-democracia de Hong Kong estão renunciando antes de serem obrigados a fazer juramentos de fidelidade ao Partido Comunista Chinês.
A liderança de Pequim revisou o sistema eleitoral de Hong Kong no início deste ano, citando a necessidade de Hong Kong ser governada por “patriotas”.
Em resposta, Hong Kong revisou suas próprias portarias, introduzindo a exigência de que os conselheiros distritais façam juramentos de lealdade ao Partido Comunista Chinês. Qualquer pessoa que viole o juramento é desqualificada e sujeita a uma punição criminal.
A mídia de Hong Kong informa que os conselheiros terão que fazer juramentos no final deste mês.
As reportagens dizem que cerca de 230 conselheiros pró-democracia, que se opõem ao governo de Hong Kong, podem ser destituídos do cargo e ter seus salários reembolsados.
Eles também dizem que pelo menos 60 conselheiros expressaram, nesta quarta e na quinta-feira sua intenção de renunciar antes de serem obrigados a fazer o juramento. Segundo os relatórios, espera-se que mais de 100 vereadores renunciem eventualmente, inclusive aqueles que já se desligaram.
Lam Chun, conselheiro de um distrito noroeste próximo à fronteira com a China continental, compartilhou sua intenção de renunciar no Facebook, nesta quinta-feira (8).
Ele escreveu que não pode esperar por uma reforma sob um sistema falido. Ele pediu aos ativistas pró-democracia que não abandonassem seus companheiros ou desistissem da luta.
O grupo pró-democracia obteve uma vitória esmagadora nas eleições do conselho distrital em novembro de 2019, assegurando mais de 80% dos cerca de 480 assentos.
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