Carlos Vereza estreou como diretor no longa-metragem “O Trampo”

Carlos Vereza acabou de gravar o longa – metragem “Memórias Ocultas” , sob a direção da filha Larissa Vereza e do genro e cineasta, Emiliano Ruschel. O filme será lançado em 2021. Com uma linda trajetória na TV, cinema e teatro, e após 60 anos de carreira atuando, Carlos Vereza estreou em 2019 como diretor do longa-metragem “O Trampo”, sendo o roteirista, produtor e ator da trama. “O Trampo” foi considerado como o melhor filme estrangeiro no Festival Internacional de Cinema de Madri, em Milão.

Num quarto vagabundo de hotel dois matadores de aluguel aguardam a ordem do “boss” para executarem o próximo Trampo. Uma luz de neon vinda de fora, parece ser a única testemunha desse trágico e estranho encontro. O mais velho, interpretado por Vereza, enfrenta um conflito ético depois do crime, ao lado do mais jovem, vivido por Leon Góes. Eles são os assassinos da juíza vivida por Secy Jannuzzi. O filme também traz a participação especial de Rosamaria Murtinho no elenco, como uma ex-cantora de cabaré.

Carlos Vereza nasceu no Rio de Janeiro em 4 de março de 1939, e entre seus trabalhos no cinema consta: Massacre no Supermercado (1968), O Bravo Guerreiro (1969), O Descarte (1973), O Esquadrão da Morte (1975), Aleluia, Gretchen Eurico (1976), Snuff, Vítimas do Prazer (1977), Memórias do Cárcere (1984), Os Cornos de Cronos (1991), O Primeiro Dia (1998), As Três Marias (2002), Brasília 18% (2006), Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito (2008), Um Homem Qualquer (2009), Diminuta (2014), Alesia (2015), De repente, eu te amo (2016).Sua estreia em novelas foi na TV Tupi, em Um Gosto Amargo de Festa (1968), adaptada do original venezuelano por Cláudio Cavalcanti e direção de Ítalo Rossi.

A primeira novela na Globo, foi A Ponte dos Suspiros (1969), convidado pelo próprio autor Dias Gomes. Na época, fazia teatro com Antônio Abujamra. Em seguida atuou em Verão Vermelho (1969) e Assim na Terra como no Céu (1970), ambas de Dias Gomes. Na última, foi o motoqueiro Ricardinho, o primeiro de uma série de personagens desajustados. Foi o Rogério em O Cafona (1971).

Um dos seu trabalhos marcantes foi o Argemiro (Miro) de Selva de Pedra (1972), melhor amigo de Cristiano (Francisco Cuoco). Mesmo sendo uma espécie de vilão, tramando para separar Cristiano de Simone (Regina Duarte), Miro conquistou o grande público.

Foi o Santo em Cavalo de Aço, o Laio Martins, um industrial autista na novela Rebu (1974), de Bráulio Pedroso. Em seguida se afastou da TV, retornando na novela Aritana (1978-1979), de Ivani Ribeiro, na Tupi.

Em 1980, retorna a Globo em Coração Alado (1980), novela de Janete Clair, interpretando o amável Gabriel Pitanga. Atuou como o Lafaiete “Badaró” em Jogo da Vida (1981), Sétimo Sentido (1982). Na novela de época, Direito de Amar (1987) de Walther Negrão e Alcides Nogueira, era Francisco de Monserrat, o sedutor e malvado marido de Joana (Ittala Nandi). Usando do argumento de que a esposa era louca, ele mantinha Joana presa em segredo num sótão. Se passando por viúvo, se casa com Rosália (Gloria Pires) num casamento arranjado. Vereza conquistou o prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) com essa atuação.

Atuou em Pacto de Sangue (1989), De Corpo e Alma (1992), de Gloria Perez, Pátria Minha (1994), Cara e Coroa (1995), O Fim do Mundo (1996). Foi o incorruptível senador Roberto Caxias, de O Rei do Gado (1996), de Benedito Ruy Barbosa. Atuou em Corpo Dourado (1998), o Joaquim em O Cravo e a Rosa (2000), de Walcyr Carrasco, o Hernando Schindler em Kubanakan (2003), Começar de Novo e Um só Coração, ambas em (2004), Sinhá Moça (2006), Duas Caras (2007).

Foi o Padre Bento de Paraíso (2009), de Benedito Ruy Barbosa, e o Anjo Athael de Escrito nas Estrelas (2010), de Elizabeth Jhin. Em 2012, atuou em outra novela da autora, Amor Eterno Amor, no papel do ranzinza Francisco. Em Além do Tempo (2016), foi o Padre Luíz/Luís Carmossino, e no ano de 2016 na novela Velho Chico, foi o Padre Benício.

Carlos Vereza atuou nas séries: Agosto (1993), A Madonna de Cedro (1994), Hilda Furação (1998), Um só Coração (2004), Casos e Acasos (2008), Os Dias Eram Assim (2017) e Sob Pressão (2018), todas na TV Globo.

No cinema, ganhou fama internacional por sua caracterização do escritor Graciliano Ramos em Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos, lançado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Para interpretar o personagem, emagreceu 11 quilos em seis meses, teve que aprender a fumar e raspar a cabeça. Recebeu vários prêmios, entre eles, o Pavão de Ouro, no 10º Festival Internacional de Cinema da Índia. Atuou em mais de 30 peças teatrais, tendo escrito duas: Nó Cego (1977) e Transaminases (1980). Em 1984, ganhou o Molière de Melhor Ator por No Brilho da Gota de Sangue, escrita e dirigida por Domingos Oliveira.

Seu mais recente trabalho, o longa – metragem “Memórias Ocultas” (foto acima), foi rodado em Los Angeles, França e Rio de Janeiro. A história gira em torno de um grupo de cientistas que tentam decodificar a noção de espaço-tempo através de experiências de EQM. No centro da história, está a brasileira radicada em Los Angeles, Sophie, vivida por Larissa Vereza, que vê sua vida virada de cabeça para baixo quando após um inesperado encontro, acorda em uma realidade paralela na França.

Produzida pela Sky Pictures, em co-produção com a A2 Filmes e Focus Filmes, “Memórias Ocultas” ainda conta com uma equipe e atores de peso, como o premiado diretor de fotografia, Ricardo Rheingantz, o renomado diretor de arte José Dias, e os atores americanos Steve Tom (Dumb and Dumber To), Nancy Youngblut (Rebel) e Del Hunter-White (Colony). Abaixo o ator Carlos Vereza e os diretores Emiliano Ruschel (Anton), Larissa Vereza (Sophie) e Carlos Vereza (Yuri). A excelente atriz Analu Prestes (Eva), integra o elenco.

Depois de estrear nos cinemas no Sul do Brasil, o filme atualmente está disponível no AMC junto de outras mega-produções americanas, além de já ter passado pelo Telecine Action, outro canal que exibe os blockbusters americanos no Brasil. Além das plataformas de VOD como XbPix, GooglePlay, iTunes e Apple Tv, tanto no Brasil quanto na América Latina.

O filme obteve uma grande aceitação no mercado internacional e atualmente conta também com duas distribuidoras nos Estados Unidos realizando a distribuição na Amazon Prime em 126 países incluindo US, Canada, Inglaterra, Austrália, França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Suíça entre outros.

Da Redação by Cleo Oshiro

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Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site