Myanmar proíbe reuniões com 5 ou mais pessoas
Os governantes militares de Myanmar proibiram a concentração de cinco ou mais pessoas, enquanto os protestos continuam contra o golpe.
As manifestações têm se espalhado pelo país desde o golpe militar de 1º de fevereiro contra o governo civil sob a liderança de facto de Aung San Suu Kyi.
A General Sênior, Min Aung Hlaing, dirigiu-se à nação na segunda-feira (8), pela primeira vez desde o golpe de Estado. Ele justificou a tomada do poder pelos militares.
Em uma tentativa de encerrar os protestos, os militares proibiram a concentração de cinco ou mais pessoas em Yangon e em outra grande cidade, Mandalay.
A televisão estatal emitiu uma declaração dizendo que as ações que ameaçam a paz do país em nome da democracia devem ser julgadas de acordo com a lei.
Mas os manifestantes pretendem continuar as manifestações em todo o país durante uma semana exigindo a libertação de Aung San Suu Kyi e de outros líderes detidos. Alguns protestos estão ocorrendo em Yangon nesta terça-feira (9).
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, disse aos repórteres na segunda-feira (8), que os EUA estão “muito preocupados com o recente anúncio dos militares que restringe as reuniões públicas”.
Ele disse que os EUA apoiam, vigorosamente, os direitos de todos os indivíduos em Myanmar e no mundo inteiro à liberdade de expressão e à reunião pacífica.
Price disse que os EUA estão avançando rapidamente em medidas que poderiam ser tomadas se os militares não mudassem sua direção, sugerindo que começariam a examinar as sanções contra os militares e a rever a ajuda ao governo de Myanmar.
Ele acrescentou que a China precisa condenar o que ocorreu em Myanmar.
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