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sábado, 17 de abril de 2021

Mais de 470 manifestantes presos em Myanmar

A mídia de Myanmar informa que mais de 470 pessoas foram presas neste sábado (27), uma vez que os militares estão intensificando a repressão contra os manifestantes.

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Mais de 470 manifestantes presos em Myanmar

A mídia de Myanmar informa que mais de 470 pessoas foram presas neste sábado (27), uma vez que os militares estão intensificando a repressão contra os manifestantes.

As manifestações antimilitares estão se intensificando antes de uma audiência judicial de Aung San Suu Kyi, marcada para segunda-feira (1º).

No sábado, os manifestantes ocuparamruas na maior cidade, Yangon, e em outros lugares. Os militares responderam fazendo uma série de prisões e disparando repetidamente contra multidões.

A televisão estatal citou as autoridades de segurança como tendo detido 479 pessoas no sábado.

Os manifestantes disseram que estavam se manifestando pacificamente, mas a polícia levou até crianças sob custódia.

A mídia local relatou que uma manifestante foi baleada pela polícia e gravemente ferida na cidade central de Monywa. Ela está, alegadamente, sendo tratada no hospital.

Aung San Suu Kyi é acusada de importar, ilegalmente, rádios portáteis e usá-los sem permissão. A audiência de segunda-feira será realizada on-line.

O partido da Liga Nacional para a Democracia de Aung San Suu Kyi expressou preocupação de que sua detenção na capital, Naypyitaw, poderia ser prolongada.

No sábado, a televisão estatal também informou que o embaixador de Myamar na ONU, Kyaw Moe Tun, havia sido demitido, acusado de trair o país.

Kyaw Moe Tun condenou os militares na sexta-feira (26), em uma reunião da Assembléia Geral da ONU sobre a situação dos direitos humanos de Mianmar.

O embaixador, que foi nomeado para o cargo antes do golpe, fez uma saudação de três dedos, um gesto usado pelos manifestantes como sinal de resistência.

Kyaw Moe Tun disse na reunião que a comunidade internacional, que aspira a construir uma sociedade global pacífica e civilizada, deveria “usar todos os meios necessários para tomar medidas contra os militares de Myanmar e para proporcionar segurança e proteção ao povo do país”.

Em meio à crescente tensão, fontes do governo tailandês dizem que uma reunião ministerial de emergência da Associação das Nações do Sudeste Asiático será realizada na terça-feira (2).

Espera-se que os participantes, incluindo um representante de Myanmar, troquem opiniões sobre como restabelecer a normalidade.

Wunna Maung Lwin, que foi designada pelos militares de Myanmar como Ministra das Relações Exteriores após o golpe, visitou a Tailândia na quarta-feira (24), para se encontrar com o Ministro das Relações Exteriores tailandês, Don Pramudwinai, e o Ministro das Relações Exteriores indonésio, Retno Marsudi.

Acredita-se que, Wunna Maung Lwin, explicou a situação política e os protestos em curso em seu país, e organizou um cronograma para a reunião de emergência.

Espera-se que as conversações ocorram online.

SourceNHK World

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