Pedro Pimentel apresenta o álbum “Stereotypes”

O último álbum do músico Pedro Pimentel, “Stereotypes”, foi produzido, gravado, mixado pelo próprio artista, assim como a masterização. As 10 faixas direcionam o ouvinte à exploração psicológica de 4 personagens distintos e seus particulares estados emocionais, em influências advindas de filmes, livros, videogames e gêneros musicais como Heavy Metal, Funk e Fusion.

Pedro nasceu em uma família muito musical, onde seu pai estava sempre tocando violão, e durante as reuniões familiares seu avô sentava-se ao piano e fazia paródias do cancioneiro popular, onde todos participavam, fosse cantando ou com percussões improvisadas criativamente por sua mãe. O interesse pela música surgiu de verdade em uma festa de aniversário, quando o pai e amigos estavam tocando clássicos do Rock.

Foi então que ao ouvir os riffs de Satisfaction (The Rolling Stones) e Smoke on the Water (Deep Purple), sentiu que a música, principalmente através da guitarra, era muito mais divertida do que jogar bola. Pedro era um garoto tímido, canhoto e com um violão de destro em mãos, e as suas primeiras experiências foram bastante frustrantes do ponto de vista do resultado. Nenhum talento inato, assim como para o Futebol.

Mesmo assim, achava divertido passar a tarde inteira tentando dominar aquele instrumento. Ao mesmo tempo descobriu um grande acervo de fitas k7, LPs, e VHS nas estantes de sua casa, contendo álbuns, shows e ensaios de diversos artistas e estilos musicais. Aprendeu com o pai os primeiros acordes, utilizando dos ouvidos e intuição como as principais ferramentas de estudo. Pedro tinha como objetivo executar o mais fiel possível do original as peças escolhidas.

Aos 12 anos ganhou a sua primeira guitarra, e o impacto do primeiro teste foi quase brutal, além da tocabilidade, a adição de palheta mais o efeito de Overdrive, trouxeram o timbre perseguido quase que obsessivamente durante aqueles 2 anos. No mesmo período, foi convidado a participar de um Festival Estudantil de Música na sua escola. Como ainda era um garoto tímido, precisou de muita coragem para encarar o palco pela primeira vez. Mas assim que os primeiros acordes executados com as mãos tremendo saíram em alto volume do amplificador, a timidez deu lugar à empolgação.

No ano seguinte passou a ensinar o pouco que sabia de maneira informal aos amigos que se interessavam. Era uma boa oportunidade para treinar potenciais companheiros de banda e provar a eficiência dos seus conhecimentos. Ouvindo guitarristas como Joe Satriani, Steve Morse, Eric Johnson e Steve Vai, passou a enxergar a guitarra também como instrumento solista. Logo de início já identificava as características únicas de cada músico, sem tomar nenhum como favorito.

Ainda de maneira auto-didata, buscava a relação entre acorde e melodia, sem se dar conta de escalas ou arpejos, por exemplo. Isso tornava tudo mais difícil e demorado, mas que por pura insistência acabava chegando em algum lugar. Um colega de classe então sugeriu que ele prestasse exame na ULM. Não foi aprovado! Só que voltou para casa ainda mais determinado a continuar com as pesquisas. Após queimar alguns falantes, potências e tomar inúmeros choques, as primeiras gravações em fita k7 e VHS enfim puderam ser produzidas.

Aos 15 anos começou a se apresentar em público, recebendo cachê  pelas apresentações. Percorreu diversos bares, casas noturnas e teatros de São Paulo, sendo necessário desenvolver versatilidade e capacidade de reação. Teve uma rápida evolução técnica por conta de gravar e atuar como sideman em uma grande variedade de estilos musicais como Rock, MPB, Funk/Soul Music, Samba. Dois anos mais tarde iniciou seus estudos na EM&T, tendo como professores Wilson Ramos, Jefferson Ardanuy, Silas Fernandes, Edu Letti e Mozart Mello.

Com música saindo de todos os cantos daquele prédio, chegava ao ponto de passar dias inteiros entre aulas, workshops e pesquisas na biblioteca. Cursou o LEM ministrado por Ednilson Lazzari, recebendo a graduação em guitarra Fusion pelo IG&T após 4 anos. Pedro partiu para trabalhos autorais com as bandas de rock Art. 59 e Morangos com Pistache, onde pode se experimentar melhor nos palcos. Depois de um tempo foi trabalhar como recepcionista da Cia da Música e mais adiante ocupou o cargo de Técnico de Áudio na TV Cia da Música. Michel Leme, Arismar do Espírito Santo, Faíska, Douglas Las Casas, Edu Ardanuy e Oswaldinho do Acordeon foram só alguns dos inúmeros participantes ilustres na programação.

Em 2010 produziu o álbum “Entorpecendo a sua Alma” da banda Morfinna, onde também atuava como guitarrista. Apesar de totalmente caseiro, o trabalho abriu portas para Pedro dividir o palco com Paralamas do Sucesso e Capital Inicial, além de entrevistas na TV Record, All TV e Webrádios. No ano seguinte, tomou coragem e produziu seu primeiro álbum solo, assumindo sozinho todos os instrumentos e etapas da produção.

Tendo a guitarra como protagonista, foram feitos experimentos de acústica e aplicação de técnicas não-convencionais sobre os instrumentos, gravações invertidas com o tema voltado aos Videogames das décadas de 80 a 90, lembrando o estilo de composição das trilhas sonoras em 8 bits. O álbum solo teve uma ótima aceitação, principalmente no exterior em países como Inglaterra e Suíça.

O bom resultado alcançado nos 2 álbuns, fez com que outras bandas de rock e metal quisessem ser produzidas da mesma maneira. Mesmo sem uma grande estrutura de equipamentos, os diferenciais eram a originalidade por conta da total liberdade para experimentar e o tratamento particular de acordo com as características artísticas de quem estava gravando. Pedro descobriu que era muito mais prazeroso e gratificante produzir trabalhos artísticos do que publicitários, e num período de 2 anos foram produzidos 28 álbuns com artistas de todo o Brasil.

Aos 25 anos foi convidado por Ivan Barasnevicius, a integrar o quadro de professores da Escola Venegas Music, realizando um antigo sonho de ensinar música. Aluno dos renomados instrumentistas Mozart Mello, Jefferson Ardanuy, Silas Fernandes, Edu Letti e Wilson Ramos, Pedro Pimentel é graduado em Guitarra Fusion pela Escola de Música e Tecnologia (EM&T), onde foi eleito aluno revelação na primeira edição do festival “Nossos Talentos Top”.

Formado pelo Instituto de Áudio e Tecnologia (IAV), Pedro  produziu, mixou, masterizou e atuou como instrumentista para CDs, singles e DVDs de artistas e bandas de gêneros musicais diversos, além de jingles, trilhas sonoras, vinhetas, spots, backgrounds e backing tracks para empresas como Hope, Ferrari, Edições Paulinas, Ionic Energy Drink, escolas, etc.

Trabalhou como Editor, Produtor e Técnico de Áudio na TV Cia. da Música (portal que possui, atualmente, mais de 1 milhão acessos), prestando serviços para os músicos Michel Leme, Demma K, Douglas Las Casas, Rodrigo “Digão” Braz, Ney Neto, Duca Belintanni, entre vários outros, além de acompanhar e gravar, como músico freelance, artistas como Ciro Pinheiro, Sérgio Espíndola, Bira Marques, Klaus Ximenes, Miro Dottori, Raphael Rodrigues, Dé Bermudez, dentre outros. Seus trabalhos autorais – disponíveis globalmente através dos principais websites de streaming e download – obtiveram destaque na mídia nacional e internacional, incluindo programas de TV, rádio, revistas especializadas, jornais e websites.

Produtor do projeto de ficção científica Alkymykos de Beta Cete, de onde se originou o álbum “Orbital Amendoim”, vídeo clipes e uma websérie, Pedro é também idealizador do projeto Juntando Artistas e Músicos (J.A.M.), uma iniciativa sem fins lucrativos que, como o nome indica, visa agregar artistas (oriundos das Artes Plásticas, Dança, Interpretação, Fotografia, etc.) e músicos ao redor do mundo para uma “canja” (“jam”) virtual, estimulando e expandindo a interação e colaboração entre as pessoas.

Áudio “Copy by a copy”: https://www.youtube.com/watch?v=veVzEFHnMPU
Áudio “Tempo de vencer” (feat. Ricardo Gargi): https://www.youtube.com/watch?v=MaQxXxyPvyM
Facebook: http://www.facebook.com/pedropimentelofficial
Informações sobre o álbum “Stereotypes”: https://whiplash.net/materias/news_768/281392-pedropimentel.html & https://whiplash.net/materias/news_780/261034-pedropimentel.html
YouTube: http://www.youtube.com/pimentelpedro
Website: http://www.pedropimentel.com.br/index

Da Redação by Cleo Oshiro

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site