A trajetória de Cesar Gavin que conta a história do Netinho (Os Incríveis) no Vitrola Verde

Apresentador, produtor musical, radialista, palestrante e professor, Cesar Gavin apresenta e dirige desde 2010, o programa na web Vitrola Verde. O programa tem recebido o baterista Luiz Franco Thomaz (Netinho da banda Os Incríveis) para contar a sua longa história na música. Assistam “Festa de Arromba”, o quinto episódio da série, porque a matéria hoje é para relatar a trajetória de Cesar Gavin, que entre outras coisas é editor de conteúdo no portal de música RockBrasileiro.Net.

Dividido em séries, Gavin presenteia os fãs do Netinho com depoimentos incríveis e até polêmicos relatados pelo próprio músico. No cenário musical do underground paulista desde 1982 e Radialista desde 1994, atuou como produtor musical da Endemol Shine Brasil / Record TV em 2018. Nascido em 1969, ano do Woodstock e talvez seja por isso que é tão ligado ao Rock…ou será que não tem nada a ver e seja apenas mera coincidência, tem se dedicado ao bom e velho Rock durante praticamente toda a sua vida. Gavin que é irmão do ex- Titãs Charles Gavin, começou a pesquisar música desde a época das fitas cassete.

O Rock entrou na sua vida aos 7 anos de idade quando seu irmão de 17 na época  colocou o disco do Kiss na vitrola e tocou a música “Detroit Rock City”. Depois disso ele começou a ouvir grandes nomes da música como Black Sabbath, Led Zeppelin, Emerson, Lake & Palmer, Pepeu Gomes, Joelho de Porco que se tornaram trilhas sonoras da sua vida. Gavin começou a frequentar os ensaios da banda de heavy metal Zero Hora e se aproximou dos integrantes do grupo Centúrias fazendo amizade.

O amigo Silvio  apresentou a ele os sons do Motörhead, Scorpions, Judas Priest, Cheap Trick, Dust e a paixão pelo Rock, em especial pelo Kiss, só aumentando. O primeiro disco que Gavin comprou foi o “Rock and Roll Over”, do Kiss. O outro amigo e vizinho André, apresentou a ele o Motley Crüe, sendo também o responsável pelas primeiras bandas do Gavin.

Aos 12 anos, ele deixava de brincar só para assistir aos ensaios do grupo Ira (foto abaixo). E sabem onde os ensaios aconteciam? No quintal da sua casa. Foram dois anos entre ensaios, shows e novas composições que nasceram ali no quintal da sua residência. Músicas e sucessos que iriam preencher o repertório deles até o quarto álbum de carreira e também do primeiro disco solo do Edgard Scandurra.

“Os “sinais” daquela época vieram quando escutei a banda carioca Blitz e os paulistanos do Rádio Táxi nas rádios. Fiquei louco! Pensei: o rock brasileiro está se manifestando! A música podia expandir-se! “ Em 1983 Gavin teve a alegria de assistir Van Halen (com abertura do grupo Patrulha do Espaço) e o tão sonhado show do Kiss. Neste mesmo ano, o Nasi (ex-cantor do Ira) começou a mostrar ao Gavin, bandas punks, pós-punks e new wave como Ramones, Sex Pistols, The Police, Gang Of Four,The Jam, The B-52’s, entre outras.

Do Hard Rock e Heavy Metal, Gavin expandiu para os novos sons da época. Seus amigos permaneceram no Heavy Metal e ficaram indignados que ele começou a “testar” outros sons na sua vitrola como The Cure, The Clash e Siuoxsie And The Banshees. Aos 13 anos, Edgard Scandurra ensinou Gavin alguns acordes e ele foi estudar violão, que trocou logo em seguida pelo contrabaixo, instrumento que o acompanhou por um bom tempo. Na foto abaixo Gavin com o Baixo do Gene Simmons do KISS — em Hard Rock Cafe Lisboa.

Enquanto tocava com alguns amigos do bairro, Gavin teve acesso ao meio musical e artístico, tendo presenciado eventos importantes da época como, por exemplo, a estreia da banda RPM num palanque de uma praça na Vila Madalena em SP. Viu a formação de bandas como Cabine C, Smack, As Mercenárias, entre tantas outras que começavam a surgir. Nesta época frequentava locais que foram cruciais no início do rock brasileiro nos anos 80 como o Projeto SP, o Napalm, a Tifon Danceteria, o Radar Tantã, o Rose Bombom, o Radio Club, o Lira Paulistana, o Sesc Pompéia e o Programa Fábrica do Som, realizado pela TV Cultura.

Acompanhou os bastidores e início de bandas que viriam a se tornar as maiores do Brasil como Sepultura, Legião Urbana, Ultraje a Rigor, Titãs, Capital Inicial, RPM, Os Paralamas do Sucesso, Magazine, Inocentes, e outras de importância na época como Muzak, Nau, Azul 29, Voluntários da Pátria e Agentss. Gavin tocava baixo nos circuitos alternativos de São Paulo com várias bandas: Bala de Prata, Roleta Russa, A Imagem do Som e Jacqueline. Em 1991 foi convidado para trabalhar como roadie dos Titãs, banda que acompanhou por quase 5 anos. Com eles em 1993, trabalhou no disco “Titanomaquia” (foto abaixo), ao lado do renomado Jack Endino (produtor do Nirvana, Bruce Dickinson, Soundgarden e Mudhoney).

No ano seguinte, após retornar de férias, teve a oportunidade única de substituir Nando Reis, adoentado então, em um show em Pato Branco, Paraná. Na semana seguinte seria o Hollywood Rock. O Nando se recuperou e retornou à banda para o festival. Logo depois foi convidado pra trabalhar no departamento artístico da MTV Brasil.

Foi o ápice! Lá, conheceu vários artistas renomados da música brasileira e internacional como Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Ronnie James Dio, Gal Costa, Rita Lee. Decidiu largar a carreira de músico e consequentemente a de roadie. Começou a trabalhar como produtor musical e em gravadoras, com produção de discos e posteriormente em mais emissoras de TV e rádio, além de dar aulas de programação musical.

Trabalhou como produtor musical nas emissoras de televisão MTV, Cultura, SBT, Record, Rede TV, Gazeta e como freelancer (Multishow, Canal Futura e Canal Brasil). Atuou como produtor executivo, gerente artístico e produtor musical na gravadora Trama de 1998 a 2003. Em 2010 foi um dos criadores, apresentador e produtor musical do programa Rock Cultura na rádio Cultura Brasil.

Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pela Universidade Gama Filho, Gavin é Graduado em Geografia (PUC /SP), com monografia em música e comunicação, Radialista (Produtor Executivo) pela D.R.T. / Sindicato dos Radialistas e Programador Musical pelo Senac (SP). Foi professor de programação / produção musical no Senac (2011 e 2012) e na OMID Academia de Áudio (2014). Atualmente é apresentador no Vitrola Verde e editor no: www.RockBrasileiro.Net. Para acompanhar as novidades do Vitrola verde, acesse o canal oficial no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCGDYrbbYqO7VeNkuedr5QEQ

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Website: https://www.vitrolaverde.com.br/

Da Redação by Cleo Oshiro

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Cleo Oshiro
Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não. Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site