China se opõe às sanções dos EUA sobre ilhas artificiais
A China expressou firme oposição a um movimento dos EUA para impor sanções às empresas pelo que Washington denomina de “seu papel para ajudar na construção e militarização” de ilhas artificiais no Mar do Sul da China. Pequim tem reivindicações que se sobrepõem a outras partes nas águas disputadas.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, disse em uma conferência de imprensa nesta quinta-feira (27), que “as atividades de construção da China em seu próprio território estão inteiramente dentro de sua soberania e não têm nada a ver com militarização”.
Zhao disse: “Não se justifica que os EUA imponham sanções a empresas e indivíduos chineses por seu envolvimento em atividades de construção relevantes em seu próprio país”. Ele acrescentou: “A ação do lado americano interfere grosseiramente nos assuntos internos da China”.
As sanções anunciadas na quarta-feira, efetivamente, proíbem 24 empresas chinesas de fazer acordos com empresas americanas. As entidades chinesas incluem subsidiárias da empresa estatal China Communications Construction Company.
A administração do presidente americano Donald Trump parece pronta para aumentar sua pressão sobre Pequim em relação à construção de ilhas artificiais no Mar do Sul da China e suas reivindicações territoriais cada vez mais assertivas nas águas.
No mês passado, o Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, descreveu as reivindicações marítimas de Pequim à maior parte do Mar do Sul da China como “completamente ilegais”.
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