UNAIDS: a pandemia pode agravar as mortes por HIV/AIDS
Um órgão das Nações Unidas está alertando para um possível aumento das mortes por HIV e AIDS devido a interrupções nos suprimentos médicos causadas pela pandemia do coronavírus chinês.
Um relatório do UNAIDS divulgado nesta segunda-feira (6), estima que 1,7 milhões de pessoas em todo o mundo foram infectadas, recentemente, com o HIV no ano passado. Este é o número mais baixo desde 1989.
As mortes por doenças relacionadas à AIDS também caíram para 690.000. Acredita-se que o uso mais amplo de medicamentos anti-retrovirais esteja por trás desta tendência. O relatório diz que 25,4 milhões de pessoas foram submetidas à terapia no ano passado.
Entretanto, o relatório diz que a pandemia de coronavírus chinês afetou o acesso ao tratamento médico por pacientes com HIV e outras doenças.
Diz que os bloqueios também interromperam a distribuição de medicamentos e contraceptivos.
O UNAIDS adverte que, uma interrupção de seis meses no tratamento do HIV poderia causar mais de meio milhão de mortes adicionais na África subsaariana até o final de 2021.
A Organização Mundial da Saúde está ecoando as preocupações, dizendo, nesta segunda-feira (6), que 73 países em todo o mundo correm o risco de ficar sem medicamentos anti-retrovirais.
Em uma declaração, o Diretor Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse: “Não podemos deixar que a pandemia do COVID-19 desfaça os ganhos duramente conquistados na resposta global a esta doença”.
Ambas as organizações estão apelando aos governos para que garantam o tratamento adequado para os pacientes HIV/AIDS.
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