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Brasil: vamos relembrar a equipe de transição de Lula, Dilma, Gleisi e Palocci em 2002

Em 2002, Dilma não imaginava que se tornaria a 1ª mulher presidente, Gleisi Hoffmann não era presidente do PT e Antônio Palocci não estava atrás das grades. Todos estes nomes tinham um ponto em comum: integravam a equipe de transição do recém eleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Image © (Denúnciados por pelo Ministro Rodrigo Janot: No Alto da esquerda para diretria: Lula, Dilma e Guido Mantega (abaixo mesma ordem: Gleise Hoffmann Antonio Pallocci, Edinho Silva, Paulo Bernardo e João Vaccari Neto Reprodução / via Blognetto) Nov/2018

Brasil: vamos relembrar a equipe de transição de Lula, Dilma, Gleisi e Palocci em 2002.

Em 2002, Dilma não imaginava que se tornaria a 1ª mulher presidente, Gleisi Hoffmann não era presidente do PT e Antônio Palocci não estava atrás das grades. Todos estes nomes tinham um ponto em comum: integravam a equipe de transição do recém eleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O grupo, coordenado por Palocci, era responsável por apresentar um diagnóstico dos órgãos do Executivo e dos problemas e condições para enfrentá-los nas principais áreas do governo federal.

Na época, a equipe foi dividida em 5 grupos de trabalho: Gestão e Governo; Desenvolvimento Econômico; Políticas Sociais; Infraestrutura; e, Empresas Públicas e Instituições Financeiras do Estado.

A equipe de transição ficava no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), a 4 km do Palácio do Planalto. Atualmente, o local é usado pelo grupo que planeja a gestão de Jair Bolsonaro (PSL).

Ao todo, 51 pessoas participaram da transição em 2002 e muitos dos nomes anunciados, em 12 de novembro, tornaram-se quadros importantes na política nacional. Leia alguns abaixo.

DILMA ROUSSEFF

Na época, foi coordenadora da equipe de infraestrutura. Era conhecida como um quadro técnico do partido. Foi secretária de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul e tinha acabado de filiar-se ao PT, em 2001, vinda do PDT. Chamou atenção de Lula pela 1º vez, segundo o livro “Vultos da República“, por ser a única da equipe que usava 1 laptop.

Posteriormente foi nomeada ministra de Minas e Energia, e, em 2005, chefe da Casa Civil do governo Lula. “Acho que ela pode ser uma boa candidata para o Brasil”, disse o então presidente em novembro 2008, quando a cogitava para sucedê-lo. O resto todos já conhecem.

GLEISI HOFFMANN

A atual presidente do PT e deputada eleita não era uma das principais aliadas de Lula. Filiada ao PT desde 1989, Gleisi tinha acumulado experiências como secretária de Gestão Pública de Londrina (PT) e de gestão financeira no governo do Mato Grosso do Sul. Ela fez parte da equipe de Gestão e Governo durante a transição.

No 1º governo Lula, advogada assumiu a diretora financeira da Itaipu Binacional e ficou no cargo até 2006. Em 2010, foi eleita senadora pelo Paraná, mas, em 2011, foi nomeada ministra da Casa Civil no 1º governo de Dilma. Ficou no cargo por 3 anos.

ANTONIO PALOCCI

Preso desde 26 de setembro de 2016, o “italiano” nas planilhas da Odebrecht foi um dos homens fortes do governo Lula. O então ex-prefeito de Ribeirão Preto (PT) tornou-se ministro da Fazenda e ficou no cargo por 3 anos. Foi eleito deputado em 2006. Assumiu o ministério da Casa Civil no início da gestão de Dilma, em 2011, mas ficou no cargo apenas 6 meses, quando pediu demissão por denúncias de improbidade administrativa.

Em 2017, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 12 anos e 2 meses de prisão no âmbito da Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

OUTROS NOMES

Além destes nomes, muitos outros fizeram carreira após participar do governo de transição. Sérgio Gabrielli, então coordenador da equipe de Empresas Públicas e Instituições Financeiras do Estado, foi presidente da Petrobras (2005 a 2012).

O coordenador da equipe de políticas sociais, Humberto Costa, virou ministro da Saúde (2003-2005). Hoje o petista é senador reeleito pelo Estado de Pernambuco.

Após participar do governo de transição, Miriam Belchior foi coordenadora do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) durante toda gestão Lula (2003-2011). Depois foi ministra do Planejamento durante o 1º governo Dilma (2011-2015).

CUSTO DA EQUIPE

Os indicados para compor a equipe eram remunerados e ocupavam Cargos Especiais de Transição Governamental, divididos em 7 categorias. Os salários eram de R$ 3.116,69 e R$ 19.807,86 (valores atualizados pelo IPCA). Dilma estava na categoria de nível 5 e recebia R$ 15.327,98, por exemplo. Hoje os salários da equipe de Bolsonaro vão de R$ 2.585,13 a R$ 16.581,49.

Em valores atualizados, o custo total apresentado para as despesas e a folha de pagamento durante 2 meses de funcionamento da transição foi de R$ 3,8 milhões.

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