Giulia Drummond lança 1º CD e 4º livro simultaneamente.

Giulia Drummond Battesini (28), cantora e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, mas sua alma é mineira. Tendo crescido numa família extremamente poética e musical, desde criança Giulia é envolvida com as artes. A música sempre esteve presente na vida de Giulia, mas só agora ela se lança num trabalho solo autoral, com uma pesquisa no campo da “música mágica”, buscando sonoridades em diferentes tradições culturais e trazendo para os palcos sempre uma forma de ritual musical.
Uma de suas maiores influências é a dupla Luhli e Lucina. E é a partir do seu encantamento por essas duas artistas que se torna possível e real o projeto de seu primeiro disco, “balão de poemagia”, que reflete sua pesquisa das sonoridades mágicas, com músicas recheadas de natureza: terra, água, fogo e ar se manifestam nas canções. Além das estrelas, claro, importantíssimas. O disco teve seu lançamento em fevereiro de 2018.

Das 14 músicas, 10 foram compostas em aula com Lucina, que inclusive gravou os violões da maioria das faixas. Atualmente vivendo em Lumiar, Giulia também se torna parceira de Luhli. No disco, há apenas duas canções que não foram compostas por Giulia. Uma, “Caminho das Águas”, é de Luhli. A outra, “Woman” é do mineiro Sérgio Pererê. Em Lumiar, Giulia também tem podido desenvolver diversos projetos de música, teatro e até cinema no lugarejo tão povoado de artistas.

O início de Giulia nas artes foi na literatura, escrevendo poesia aos 8 anos de idade. Em 2012, aos 23 anos publicou “Conversas Modernas”, seu primeiro livro e no ano seguinte publica “A Soma e o Sumo dos Fantasmas do Mundo”. Em 2015 lançou o livro Algo sobre a Luz da Lua. Em fevereiro de 2018 lançou pela Editora Oito e Meio, seu quarto livro de poesias “A estranha força explosiva”.

O prefácio é de Hermínio Bello de Carvalho. Nas palavras do grande poeta: “Em seus sonhos, Giulia Drummond Battesini construiu um labirinto e convida-nos a invadi-lo por meio deste livro. E o que fez? Aprendeu a falar passarês e também a linguagem das árvores. Não satisfeita, deixou-nos no escuro, tateando as paredes de sua construção. Restou-nos apenas acionar alguns sentidos, como o olfato e o palato – quando (e se) chega a hora – enquanto as mãos vão escorando as paredes pedregosas. E ela, rendeira, vai tecendo sua poesia. (…) O universo da poesia de Giulia Drummond Battesini é feito de estranhezas, e o labirinto traçado obedece a esse destino que nos foi reservado quando – isso lembro agora – nele adentramos.”
Créditos da foto de destaque: Bárbara Almeida.
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Da Redação by Cleo Oshiro
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