Japão protesta contra manobras militares da Rússia nas ilhas Curilas

O Japão expressou seu protesto à Rússia em relação ao início de manobras militares no sul das Ilhas Curilas, que Tóquio considera como um de seus "territórios do norte", comunicou o ministro das Relações Exteriores japonês, Taro Kono.

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Image © (Guardas de fronteira da Rússia nas Ilhas Curilas / imagem referencial / Sputnik/ Yuriy Somov) Japão protesta contra manobras militares da Rússia nas ilhas Curilas. - Feb/2018

Japão protesta contra manobras militares da Rússia nas ilhas Curilas.

O Japão expressou seu protesto à Rússia em relação ao início de manobras militares no sul das Ilhas Curilas, que Tóquio considera como um de seus “territórios do norte”, comunicou o ministro das Relações Exteriores japonês, Taro Kono.

“Elas [as manobras] levarão ao fortalecimento da presença militar russa nas quatro ilhas do norte. Isso vai abertamente contra a posição de nosso país, o que é muito lamentável”, afirmou o ministro, frisando que a parte russa foi avisada sobre o protesto através dos canais diplomáticos.

Nesta terça-feira (6), a Rússia iniciou manobras para combater formações armadas ilegais, contando com dois mil militares e cerca de 500 unidades do equipamento bélico.

Taro Kono assinalou que a questão das manobras não foi discutida durante o encontro entre o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Igor Morgulov, e seu homólogo japonês, Takeo Mori, que teve lugar em Tóquio, já que as informações sobre as manobras só foram confirmadas após as negociações terem terminado.

Enquanto isso, Kono assinalou que os treinamentos não afetam os planos do primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, de visitar a Rússia no início de maio.

“Caso as circunstâncias permitam, [o premiê] deve planejar uma visita à Rússia”, afirmou o ministro.

O Japão espera resolver a disputa com a Rússia em torno das ilhas de Iturup, Kunashir, Shikotan e Khabomai por meio do desenvolvimento das relações econômicas entre os dois países. Tóquio assinalou que a entrega das ilhas é uma condição do tratado de paz com Moscou, documento que, após a Segunda Guerra Mundial, nunca chegou a ser assinado.

Por sua vez, a Rússia enfatizou, repetidamente, que as ilhas Curilas do Sul passaram a fazer parte da União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, e a soberania russa sobre elas, conforme todas as  leis internacionais, não pode ser questionada.

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