EUA na ONU: tempo para negociar sobre Coreia do Norte “acabou”

A representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que o tempo para negociar sobre a Coreia do Norte "terminou", e que mais uma resolução fraca do Conselho de Segurança da ONU é "pior do que nada".

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Image © (Representante dos EUA na ONU, Nikki Haley / AFP 2017/ KENA BETANCUR) EUA na ONU: tempo para negociar sobre Coreia do Norte "acabou" - Jul/2017

EUA na ONU: tempo para negociar sobre Coreia do Norte “acabou”.

A representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que o tempo para negociar sobre a Coreia do Norte “terminou”, e que mais uma resolução fraca do Conselho de Segurança da ONU é “pior do que nada”.

A razão para tal retórica é o recente lançamento de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte.

Haley ressaltou que “uma resolução adicional do Conselho da Segurança da ONU, que não aumente significativamente a pressão internacional sobre a Coreia do Norte, não terá valor” e isto “mostra para o ditador norte-coreano que a comunidade internacional não o quer desafiar a sério”, citada pela agência AFP.

“O tempo para conversar acabou”, acrescenta a representante dos EUA.

Ela disse que a China deve decidir “se quer, finalmente, dar um passo essencial”.

No domingo (30), o presidente dos EUA, Donald Trump, tweetou que “eles [chineses] não fazem NADA para nós com a Coreia do Norte, só conversam. Não permitiremos que isso continue”, acrescentando que não demoraria muito a Pequim “resolver este problema”.

A declaração de Nikki Haley foi feita um dia depois que o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, disse que Washington exagera a ameaça da Coreia do Norte, porque “levará muitos e muitos anos até que os norte-coreanos consigam usar seus mísseis”.

“O que eles estão usando são dispositivos bastante primitivos que demoram meses a preparar e que não podem ser instalados em nenhum míssil”, disse.

A Rússia acredita que o míssil testado pela Coreia do Norte era um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM), o que foi revelado durante a análise dos dados do sistema de alerta de detecção de mísseis. Mas a Coreia do Sul e os EUA sustentam que foi testado um míssil balístico intercontinental que tem um alcance muito mais longo.

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