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Malásia: Caso Kim Jong Nam deverá ir para tribunal superior

Duas mulheres presas sob suspeita do assassinato do meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong Nam, terão seu caso ouvido em um Tribunal Superior da Malásia.

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Image © (A vietnamita Doan Thi Huong, acusada do assassinato de Kim Jong Nam, é escoltada pela polícia quando chega ao tribunal de Sepang, na Malásia, em 13 de abril de 2017. Fonte: Reuters / Lai Seng Sin / via Asian Correspondent) Malásia: Caso Kim Jong Nam deverá ir para tribunal superior - May/2017

Malásia: Caso Kim Jong Nam deverá ir para tribunal superior.

Duas mulheres presas sob suspeita do assassinato do meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong Nam, terão seu caso ouvido em um Tribunal Superior da Malásia.

Depois que a indonésia Siti Aisyah, de 25 anos, e Doan Thi Huong, 28, do Vietnã assistiram à sessão na corte, com escolta armada, na terça-feira (30), um magistrado decidiu que o caso deveria ser transferido para o Tribunal Superior de Shah Alam, em Selangor.

O julgamento foi movido após ter sido adiado duas vezes, devido ao pedido de evidências e compilação de documentos da promotoria, relata o The Straits Times. Quando as mulheres enfrentaram o tribunal em abril, seus advogados disseram que temiam “um julgamento por emboscada” com a polícia não compartilhando as evidências.

Se condenadas, ambas as mulheres enfrentam a pena de morte por assassinar Jong Nam no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur 2, em 13 de fevereiro, quando o irmão de Kim Jong Un estava a caminho de Macau.

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A vietnamita Doan Thi Huong (E) e a indonésia Siti Aishah em foto sem data, divulgada pela Real da Malásia para a Reuters, em 19 de fevereiro de 2017. Fonte: Reuters

As duas mulheres, supostamente, passaram o agente nervoso XV no rosto de Jong Nam, um produto químico classificado como uma arma de destruição em massa.

Autoridades norte-americanas e sul-coreanas disseram que o assassinato foi orquestrado pelo líder do norte, Jong Un.

Jong Nam, o filho mais velho do falecido líder norte-coreano Kim Jong Il, se manifestou publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre a nação, isolada e com armas nucleares.

Aisyah e Huong disseram a diplomatas de seus países que elas acreditavam que estavam fazendo uma brincadeira para um reality show de televisão e não um assassinato.

Ambos eram jovens trabalhadores migrantes, que vieram de áreas rurais em seus países de origem e acredita-se ter trabalhado no distrito da luz vermelha da capital da Malásia.

Anis Hisayat, da NGO Migrant Care, disse à BBC que a “história de Aisyah é muito semelhante ao que aconteceu com muitos outros migrantes que foram enganados por sindicatos de drogas. Eles são capturados e vistos como criminosos, mas são, realmente, vítimas.”

“Metade dos imigrantes indonésios que agora estão no corredor da morte na Malásia são vítimas que foram usadas como mensageiros por sindicatos de drogas em aeroportos”, disse ela.

O caso causou um impasse diplomático entre os dois países, que viu a Malásia deportar cerca de 140 trabalhadores norte-coreanos no mês passado.

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