
Governo discute como evacuar japoneses da Coreia do Sul, em caso de crise.
O Conselho de Segurança Nacional do Japão – Japan’s National Security Council (NSC) discutiu como evacuar seus quase 60 mil cidadãos da Coréia do Sul em caso de crise, disse uma autoridade do governo na sexta-feira (14), em meio à crescente preocupação com o programa de armas nucleares e de mísseis da Coréia do Norte.
A Coréia do Norte denunciou os Estados Unidos, na sexta-feira (14), por trazer “enormes ativos estratégicos nucleares” para a península coreana, enquanto um grupo de ataque, liderado pelo porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson, se dirigia à região em meio a preocupações de que o Norte poderia realizar um sexto teste nuclear.
Além de navios comerciais e aviões, o Japão enviaria aviões militares e navios para ajudar na evacuação, se o governo sul-coreano concordasse, disse o oficial, familiarizado com a discussão. Ele se recusou a ser identificado por causa da sensibilidade do assunto.
O NSC também discutiu como lidar com uma possível inundação de refugiados norte-coreanos no Japão, entre os quais poderiam haver espiões e agentes da Coréia do Norte, informou a mídia japonesa.
A tensão aumentou desde que a Marinha americana disparou 59 mísseis Tomahawk em um aeroporto militar sírio, na semana passada, em resposta a um ataque de gás mortal, levantando preocupações sobre os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, para a Coréia do Norte, que levou a cabo testes de mísseis e nucleares desafiando as sanções da ONU.
Os Estados Unidos advertiram que sua política de “paciência estratégica” acabou.
O secretário de gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva na sexta-feira (14) que o governo está, sempre, coletando e analisando informações sobre os movimentos da Coréia do Norte, mas se absteve de comentar detalhes.
“Atualmente, estamos em estreito contato com os Estados Unidos e a Coréia do Sul e, além de instar (o Norte) a abster-se de ações provocadoras e observar as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger a vida e ativos do Japão”, disse Suga.
O Japão começou a trabalhar em planos para responder a uma possível crise na península coreana em fevereiro, depois que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, se encontrou com Trump em uma cúpula, nos Estados Unidos, informou a agência de notícias Kyodo.
Os participantes da uma reunião do NSC de 23 de fevereiro, previam uma crise na península coreana poderia levar um grande número de refugiados a aparecer em barcos, ao longo da costa do Mar do Japão, disse a Kyodo.
Os participantes pediram preparativos para uma resposta humanitária e segurança reforçada, dada a possibilidade de que os soldados norte-coreanos pudessem entrar no Japão fingindo ser refugiados, disse a Kyodo, citando fontes não identificadas do governo.
Um legislador do partido no poder e uma fonte do governo disseram à Reuters, nesta semana, que lidar com possíveis refugiados norte-coreanos seria uma das questões que o Japão tinha que se preparar.
Mas eles disseram que havia a preocupação de que qualquer sinal de preparativos efetivos para uma possível crise aumentaria a ansiedade pública.
- França, Reino Unido e Grécia enviam forças marítimas ao Mediterrâneo - 4 de março de 2026 10:22 pm
- Preços de gás e óleo disparam na Europa devido ao Irã - 4 de março de 2026 10:11 pm
- 92% das grandes empresas japonesas aceitam estrangeiros - 4 de março de 2026 9:54 pm



















