
95 legisladores visitam o Santuário de Yasukuni; Abe envia oferta.
Dezenas de legisladores japoneses, incluindo um ministro do gabinete, visitaram um santuário dedicado aos mortos nas guerras do Japão, na sexta-feira (21), em um movimento que poderá desencadear protestos em outras partes da Ásia, onde o santuário é considerado um símbolo do passado militar do japonês.
O primeiro-ministro, Shinzo Abe, enviou uma oferenda ritual ao festival da primavera do Santuário Yasukuni, em um momento em que o Japão busca maior cooperação com a China e a Coréia do Sul, diante das crescentes tensões sobre os programas nucleares e de mísseis da Coréia do Norte.

Os vizinhos asiáticos ficaram ultrajados, no passado, porque políticos japoneses visitaram o santuário, no centro de Tóquio, como uma forma de honrar 14 líderes condenados por um tribunal aliado como criminosos de guerra, juntamente com outros que pereceram no conflito.
Cerca de 95 parlamentares prestaram homenagem, em massa, nesta sexta-feira (21), disse a NHK, incluindo a ministra das Comunicações, Sanae Takaichi, que normalmente visita o santuário nos festivais semestrais e em 15 de agosto, aniversário da rendição da Segunda Guerra Mundial.

O ministro da Saúde, Yasuhisa Shiozaki, enviou uma oferenda ritual, assim como Abe, mas nenhum deles deverá fazer a visita, acrescentou a NHK.
Abe visitou o santuário apenas uma vez, em dezembro de 2013, desde que se tornou primeiro-ministro, no ano anterior.
Ao invés de comparecer pessoalmente, Abe preferiu optar por enviar ofertas rituais em diversas ocasiões, em um esforço para melhorar os laços com a China e a Coréia do Sul, que estão tensas por disputas territoriais e outras.

Não havia nenhum sinal de que a ministra da Defesa, Tomomi Inada, que foi acusado pela China de interpretar e deturpar a história da guerra, tenha visitado ou feito uma oferta no santuário.
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