Hoje, seis anos do desastre de 11 de março de 2011. Sábado marca os 6 anos do grande terremoto e tsunami que atingiu o nordeste do Japão, desencadeando o acidente nuclear de Fukushima Daiichi.
Os esforços de reconstrução em áreas atingidas pelo desastres foram adiados, e mais de 120.000 pessoas ainda vivem em moradias temporárias e como evacuadas.
O tremor de magnitude 9,0 atingiu a costa nordeste do Pacífico, no Japão, por volta das 14h46 de 11 de março de 2011, gerando um tsunami com mais de 10 metros de altura.
Áreas em torno do epicentro do terremoto ainda experimentam tremores, com mais freqüência do que antes do desastre.
A Agência Nacional de Polícia disse que, até sexta-feira, o número de mortes é de 15.893, em 12 províncias. Disse ainda que 2.553 permanecem desaparecidas, em 6 províncias.
A Agência de Reconstrução disse que pelo menos 3.523 pessoas morreram em 10 províncias devido a problemas de saúde e outras razões relacionadas com suas vidas como evacuados.
A agência acrescenta que, até 13 de fevereiro, mais de 123 mil pessoas viviam em moradias temporárias, alugadas ou outras, como evacuadas.
A agência disse que 23.393 moradias para sobreviventes de desastres, que não podem reconstruir suas casas, foram concluídas até o final de janeiro. Isso é 78 por cento das mais de 30.000 dessas unidades as autoridades planejam construir.
O governo japonês vai suspender ordens de evacuação para muitas áreas na província de Fukushima, no início de abril, exceto para zonas com altos níveis de radiação.
Porém, muitos moradores dizem que não voltarão para casa, devido à preocupação com a radiação e atrasos na reconstrução da infra-estrutura.
A NHK relatou que, com base em um censo nacional, a população em 14 municípios costeiros nas prefeituras de Iwate, Miyagi e Fukushima diminuiu mais de 10% no período entre 1º de março de 2011 e 1º de fevereiro deste ano.
Três reatores na usina nuclear de Fukushima Daiichi sofreram fusões após o terremoto e tsunami.
A operadora, Tokyo Electric Power Company, ou TEPCO, está tentando descobrir uma maneira de remover os restos de combustível, uma mistura de combustível fundido e peças do reator. O trabalho de remoção é considerado como a tarefa mais difícil no processo de desativação dos reatores.
Mas elevados níveis de radiação tornam difícil determinar a localização exata dos detritos.
Em fevereiro, a empresa enviou um robô para dentro do recipiente de contenção, do reator No.2 e detectou um nível de radiação extremamente alto, 210 sieverts por hora.
O robô não conseguiu alcançar a área central, sob o núcleo do reator, falhando em confirmar fatos sobre os detritos de combustível.
A TEPCO planeja realizar um levantamento robótico dentro do reator No.1, a partir de 14 de março.
O operador também está enfrentando o problema da água radioativa na usina.
A TEPCO terminou 98% do trabalho para congelar o solo em torno do reator No.1 até o No.4 para bloquear o influxo de água subterrânea.
Quase 940.000 toneladas de água contaminada são armazenadas em cerca de 900 tanques na usina. Não foram feitos planos substantivos para eliminar a água.
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