
Coréia do Norte adverte que atacará “sem piedade” se os exercícios dos EUA e Coréia do Sul atingirem sua dignidade. A Coreia do Norte advertiu os Estados Unidos nesta terça-feira (14) de que fará ataques “impiedosos” se o grupo, liderado pelo porta-aviões USS Carl Vinson, que está se juntando às forças sul-coreanas para exercícios, violar sua soberania ou dignidade.
A Coréia do Norte, que alarmou seus vizinhos com dois testes nucleares e uma série de lançamentos de mísseis desde o ano passado, disse que a chegada do grupo de ataque dos EUA faz parte de um “esquema imprudente” para atacá-lo.
“Se eles violarem, um pouco que seja, a soberania e a dignidade da RPDC, seu exército lançará ataques impiedosos de ultra-precisão do solo, ar, mar e submarinos”, disse a agência estatal norte-coreana KCNA.
O nome oficial da Coréia do Norte é a República Popular Democrática da Coréia – Democratic People’s Republic of Korea (RPDC).
“Somente no dia 11 de março, muitas aeronaves inimigas sobrevoaram ao longo do espaço aéreo e águas da RPDC para realizar exercícios de bombardeiros e fazer ataques surpresa aos alvos terrestres de seu exército”, disse KCNA.
Um porta-voz da Marinha dos EUA disse que o Carl Vinson estava em uma missão regular e programada para a região, durante a qual participaria de exercícios com as forças aliadas da Coréia do Sul.
Na semana passada, a Coréia do Norte disparou quatro mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão, em resposta aos exercícios militares norte-americanos/coreanos, que o Norte vê como preparação para a guerra.
O assassinato, na Malásia, no mês passado do meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong Un, aumentou a urgência dos esforços para lidar com a Coréia do Norte.
O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, deve fazer sua primeira visita à Coréia do Sul na sexta-feira (17).
Na semana passada, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas disse que o governo do presidente Donald Trump estava reavaliando sua estratégia para a Coréia do Norte e “todas as opções estão na mesa”.
Aumentando a tensão regional, a China se opõe, veementemente, à implantação na Coréia do Sul de um avançado sistema anti-mísseis dos EUA.
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul dizem que o sistema Terminal High Altitude Area Defense – THAAD é para a defesa contra a Coreia do Norte, mas a China teme que seu poderoso radar possa sondar, profundamente, seu território e comprometer a sua segurança.
Os Estados Unidos começaram a implantar o sistema há uma semana, um dia depois que a Coréia do Norte lançou seu mais recente teste de mísseis.
As tropas sul-coreanas e norte-americanas começaram os exercícios conjuntos em grande escala, que tem natureza defensiva, em 1 de março.
O exercício do ano passado envolveu cerca de 17 mil soldados americanos e mais de 300 mil sul-coreanos. A Coréia do Sul disse que o exercício deste ano seria em uma escala similar.
Os Estados Unidos, também, começaram a implantar drones de ataque da “Grey Eagle” na Coréia do Sul, disse um porta-voz militar dos EUA na segunda-feira (13).
A China disse que os exercícios não fazem nada para aliviar a tensão. Na semana passada, apelou à Coréia do Norte para que suspendesse seus testes de armas e à Coréia do Sul e aos Estados Unidos para interromperem seus exercícios.
Um jornal chinês disse que o USS Carl Vinson estava participando de uma simulação de um ataque preventivo contra as instalações nucleares e de mísseis da Coréia do Norte.
Os exercícios enviaram ao Norte uma “ameaça radical e explícita”, à qual não se poderia esperar que permanecesse indiferente, disse o influente Global Times. A Coréia do Norte e a Coreia do Sul ficaram “igualmente histéricas”.
“Os EUA e a Coréia do Sul acusam a China de não cooperar, mas a realidade é que eles não cooperam com a mediação da China”, afirmou, referindo-se às queixas de que a China não faz o suficiente para conter a antiga aliada, Coréia do Norte. – Reuters
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