
Prefeita de Yokohama ordena investigação sobre a falta de apoio pelo bullying sofrido por estudante. A prefeita de Yokohama disse, na quarta-feira, que ela instruiu o conselho de educação da cidade a investigar a razão por trás da falta de apoio no caso envolvendo um garoto de 13 anos, da província de Fukushima, que havia sido evacuado para a cidade, após o desastre nuclear de março de 2011.
O estudante sofreu bullying porque era da província devastada pelo acidente nuclear.
A prefeita, Fumiko Hayashi, disse em uma conferência de imprensa que ela ordenou que o conselho de educação analisasse a razão pela qual o conselho foi tão lento em iniciar a investigação sobre o caso.
A diretoria só começou sua investigação em dezembro passado, enquanto o assédio começou imediatamente após o menino ter mudado para a cidade, ao sul de Tóquio, em agosto de 2011, quando era um estudante de segundo ano do ensino fundamental.
“Embora leis e sistemas para lidar com o bullying nas escolas tenham evoluído, não adianta se não puderem ser, efetivamente, utilizados por professores e escolas”, disse Hayashi, acrescentando que tornará público o resultado da investigação.
A ordem veio depois que um painel, fora do conselho de educação, emitiu um relatório, no início deste mês, reconhecendo que houve o bullying do estudante e criticando a resposta tardia pelo conselho de educação e pela escola primária que ele frequentava.
O conselho de educação pediu ao painel que investigasse o caso em dezembro passado, somente depois que os pais do garoto se dirigiram ao conselho, sobre o bullying, embora reconhecesse o fato de que o aluno estava em apuros, desde de junho de 2014, quando recebeu um relatório de sua escola.
De acordo com o relatório do painel, o bullying incluiu chamá-lo de nomes como “germe”, referindo-se à contaminação nuclear em Fukushima, e agressões físicas. O menino, eventualmente, começou a faltar na escola quando estava na terceira série, disse o relatório.
O bullying se transformou em extorsão de dinheiro quando ele estava na quinta série.
Ele deu cerca de 50.000 a 100.000 ienes em dinheiro, tomado em cerca de 10 ocasiões, por cerca de 10 colegas. O garoto deu o dinheiro aos colegas, já que eles alegaram que sua família estava recebendo compensação do governo pelo acidente nuclear, de acordo com o relatório.
O relatório criticou a escola primária por não abordar o bullying mais cedo, reconhecendo-o, dizendo que equivale a um “abandono da educação”.
O conselho de educação da cidade disse que enviou parte do relatório para o conselho de educação provincial de Fukushima, a seu pedido.
A Kyodo News, recentemente, obteve um texto completo das notas do menino sobre o bullying, que foram escritos quando ele estava no sexto ano da escola primária.
“Eu me sinto terrível como sou tratado, como um germe, e sei que é por causa da radiação”, diziam as notas. “Eu acredito que as pessoas de Fukushima sempre serão intimidadas.”
Ele havia dito aos professores sobre o bullying, mas eles “não acreditavam” nele e o “ignoravam”, ele escreveu nas notas. “Pensei em me matar várias vezes, mas decidi viver porque tantas pessoas morreram” no terremoto e tsunami em 11 de março de 2011.
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