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Governo brasileiro pede restrição de anúncios que procuram trabalhadores estrangeiros para Fukushima

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Image © Roland Sheppard - Governo brasileiro pede restrição de anúncios que procuram trabalhadores estrangeiros para Fukushima - Nov/2016

Governo brasileiro pede restrição de anúncios que procuram trabalhadores estrangeiros para Fukushima. A Embaixada do Brasil no Japão e o Consulado-Geral em Tóquio pediram aos meios de comunicação que atendem a estrangeiros de ascendência japonesa que se abstenham de publicitar, facilmente, empregos com risco de exposição à radiação do desastre nuclear de Fukushima.

O pedido segue a notícia de que sete pessoas, incluindo brasileiros de ascendência japonesa, estiveram envolvidas em trabalhos no desmonte da usina nuclear de Fukushima No. 1, da Tokyo Electric Power Co.

O Brasil quer que seus cidadãos conheçam os riscos de trabalhar nessas áreas

Fontes disseram ao Mainichi Shimbun que, entre março de 2014 e maio daquele ano, várias pessoas, principalmente brasileiras de ascendência japonesa, estavam envolvidas na construção de tanques para conter água contaminada na usina Fukushima nº 1, sem receber instruções suficientes para se protegerem contra a radiação.

Surgiram suspeitas de que foram contratados por meio de contratos ilegais, que obscureciam quem era responsável por sua segurança.

A embaixada do Brasil se opôs a um anúncio de emprego, publicado em um jornal em língua portuguesa para os brasileiros que vivem no Japão, na primavera de 2012, um ano após o desastre nuclear.

O trabalho era processar detritos dentro de um raio de 20 quilômetros da usina de Fukushima, pagando 30.000 ienes por dia.

Trabalho para estrangeiros de ascendência japonesa diminuiram, desde a crise econômica, após o colapso do Lehman Brothers em 2008, e cerca de 100 pessoas fizeram inscrições dentro de três dias, depois do anúncio.

Ao mesmo tempo, os protestos sobre o anúncio aumentaram entre alguns brasileiros de ascendência japonesa, e assim, a Embaixada do Brasil no Japão pediu ao editor do jornal gratuito se abster de veicular tais anúncios.

A agência de empregos temporários de Osaka, responsável pelo anúncio, disse que se absteve de empregar pessoas, antes que a questão causasse alvoroço, não empregando trabalhadores estrangeiros, desde então.

Na primavera de 2015, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio tomou nota de anúncios ocasionais em outros jornais gratuitos e colocou um aviso em seu site pedindo que os anunciantes se abstivessem de procurar pessoas para trabalhar em áreas ao redor da usina Fukushima nº 1, onde a saúde dos trabalhadores é posta em risco.

O cônsul geral, Marco Farani, disse ao Mainichi que: “Devido ao problema da radiação, acho que seria melhor para eles não trabalharem lá, mas não podemos parar as pessoas que querem ir. Em vez de olhar somente para os bons salários, é importante aprender, adequadamente, sobre os riscos para a saúde que a radiação causa, antes de trabalhar lá. Eu gostaria que a mídia pensasse sobre esse ponto antes de publicar anúncios de emprego.”

Ele disse que não sabia que brasileiros de ascendência japonesa estiveram envolvidos em trabalhos de desmanche da usina nuclear.

O professor da Universidade de Musashi, Angelo Ishi, um nipo-brasileiro de terceira geração que está familiarizado com questões trabalhistas envolvendo brasileiros de ascendência japonesa, está entre aqueles que protestaram contra os anúncios.

“Eu levei em conta o fato de que os trabalhadores foram enviados para a região de Fukushina sem pensar, profundamente, sobre os efeitos da radiação na saúde das pessoas”, explicou.

Em relação às suspeitas de contratos ilícitos, ele disse que: “Não basta dizer que tudo correu bem, porque não houve exposição à radiação ou acidentes. É necessário fazer as pessoas entenderem os riscos, fornecendo informações com antecedência, que também possam ser entendidos por estrangeiros”.

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