
60.000 israelenses evacuados em Haifa enquanto continuam os incêndios. Mais de 60 mil pessoas da cidade de Haifa, no norte do país, foram retiradas de suas casas na quinta-feira, enquanto os bombeiros enfrentam grandes incêndios que atingiram o país nos últimos três dias.
Vários países, incluindo a Rússia e a Turquia, enviaram aviões de combate a incêndios para ajudar Israel no combate às chamas, que, segundo fontes oficiais, podem ter sido iniciadas intencionalmente.
As agências de segurança interna de Israel estão investigando as causas dos incêndios, que começaram na noite de segunda-feira e irromperam em vários outros lugares, pelo país afora.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, visitou Haifa na noite de quinta-feira para se encontrar com os chefes de polícia e dos bombeiros.
Ele disse que se os incêndios tiverem sido iniciados por incendiários, os responsáveis “serão severamente punidos”.
Oficiais disseram que cerca de 10 aviões de combate a incêndio da Croácia, Chipre, Grécia e Itália, bem como da Rússia e Turquia, tinham chegado a Israel ou estavam a caminho.
A Autoridade Palestina também disse que enviaria alguns grupos de bombeiros.
Netanyahu conversou, na quinta-feira de manhã, com o presidente russo, Vladimir Putin, que concordou em enviar dois grandes aviões de combate a incêndios.
A mídia local informou que um superpotente avião de combate a incêndios chegaria dos Estados Unidos, em 24 horas.
Especialistas em meteorologia disseram que os incêndios, que começaram em áreas de mato, se espalharam ampla e rapidamente por rajadas de ventos, após os meses secos de verão.
Em Haifa, as autoridades removeram residentes de pelo menos 10 bairros. Apesar de não terem sido registadas mortes, os danos foram considerados generalizados e algumas centenas de pessoas foram tratadas por inalação de fumaça.
Vários grandes edifícios foram engolidos pelas chamas.
Além de pedir ajuda do exterior e dirigir todas as suas forças de combate a incêndio para Haifa, o exército israelense enviou dois batalhões de busca e salvamento na área, e os reservistas do Comando Homefront foram trazidos para ajudar na evacuação de civis.

Algumas testemunhas disseram que a cidade, a terceira maior de Israel, parecia uma “zona de guerra”.
Com as chamas continuando a queimar, os moradores de Haifa se lembraram do incêndio mortal de 2010 em que 44 guardas da prisão foram queimados vivos em um ônibus, quando eles tentavam chegar e evacuar uma prisão.
Os serviços penitenciários de Israel disseram que desta vez, também, duas prisões na área seriam evacuadas.
Yael Hamer, residente de Haifa, que foi evacuada de sua casa na quinta-feira, disse aos jornalistas que a situação, agora, é pior do que o incêndio de há seis anos, quando o fogo estava contido nas florestas próximas a Haifa.
“Agora são áreas residenciais onde há muitas casas. É perto de escolas, postos de gasolina, e há muitos carros, que estão presos em engarrafamentos, com as pessoas tentando deixar Haifa “, disse Hamer.
O primeiro incêndio começou segunda-feira à noite, perto de Neve Shalom, uma pequena comunidade a meio caminho entre Jerusalém e Tel Aviv, onde judeus e árabes vivem juntos.
Assim que esse incêndio foi controlado, outro irrompeu em Zichron Yaakov, uma cidade ao sul de Haifa.
Dezenas de moradores foram forçados a sair de suas casas, e várias foram destruídas.

Na quarta-feira, um incêndio na comunidade de Nataf, nas colinas de Jerusalém danificou propriedades.
A polícia israelense disse que detiveram quatro palestinos, que se acredita terem iniciado o incêndio, embora não tenham sido claros se foi proposital ou por negligência.
Ao longo da noite de quarta-feira, bombeiros lutaram contra as chamas em outras áreas, também.

Em um lugar, perto da cidade de Modi’in, a polícia foi forçada a fechar a estrada principal para Jerusalém. Os residentes também foram evacuados.
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