Japão promete responder à China com ‘medidas duras’ por violação do seu espaço aéreo

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O Japão ameaçou a China com “medidas duras” em caso de aviões chineses violarem o espaço aéreo japonês, disse na segunda-feira (26), o secretário-chefe do gabinete de ministros do Japão, Yoshihide Suga. Agência Sputnik.

Mais cedo, tornou-se público que, na véspera, cerca de 40 aviões chineses – bombardeiros estratégicos e caças das Forças Armadas da China – se haviam aproximado das ilhas Okinawa. Segundo Yoshihide Suga, embora nenhuma violação do espaço aéreo japonês fosse registrada, se isso se repetir, o Japão tomará “medidas duras de acordo com o direito internacional e a lei sobre as forças de autodefesa japonesas”.

“Dois aviões militares da China, provavelmente caças, voaram entre as ilhas de Okinawa e Miyako, o que aconteceu pela primeira vez”, destacou Yoshihide Suga. “A partir de agora iremos seguir de perto as ações dos militares chineses”, prometeu o político.

A parte chinesa, por seu turno, declarou que realizou exercícios para treinar um voo de patrulhamento na zona de alcance do seu sistema antiaéreo sobre o mar do Leste da China. “A zona aérea mencionada pela China inclui o nosso território das ilhas Senkaku (denominadas Diaoyu na China), o que é absolutamente inaceitável”, disse Suga.

As ilhas de Senkaku (Diaoyu) são motivo de disputa territorial entre a China e o Japão. O Japão declara que está presente nas ilhas desde 1895, Pequim afirma que os mapas japoneses de 1783 e 1785 marcam as ilhas como território chinês. Depois da Segunda Guerra Mundial, as ilhas passaram a ser controladas pelos EUA, tendo sido transferidas para o Japão em 1972.

Taiwan e a China continental defendem que o Japão ocupa ilegalmente as ilhas. O Japão considera que a China e Taiwan começaram a reivindicar o território na década de 1970, depois de se tornar claro que as ilhas eram ricas em recursos fósseis.

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