Tribunal do Japão: professor que ficou sentado durante a execução do Hino Nacional merece ter seu salário reduzido. Um Tribunal japonês determinou que a escola tem o direito de cortar o salário de um professor que recusou-se a ficar de pé na execução do hino nacional.
Hiroko Shimizu, 63, apresentou o caso, exigindo que as autoridades de educação de Osaka retirassem a medida punitiva, tomada depois que ela ignorou o “todos em pé para o hino nacional”, durante uma cerimônia de graduação em 2013.
Porém, o Tribunal Distrital de as Osaka, pelo seu Juiz Presidente, Hiroyuki Naito, recusou, na quarta-feira, o pedido, dizendo que ao governo era apropriado cortar o pagamento, disse um porta-voz do tribunal.
A ordem para ficar de pé durante o hino nacional não teve como objetivo forçar os participantes a seguir qualquer ideologia, disse Naito ao tribunal, de acordo com a Jiji Press.
Pelo contrário, foi para garantir que “a cerimônia ocorresse sem problemas e a ordem fosse mantida”, disse ele.
O juiz disse que Shimizu “colocou seu próprio senso de valores antes da manutenção da disciplina do funcionário público.”
Shimizu imediatamente recorreu a um tribunal superior, disse a Jiji Press.
Críticos dizem que a canção, um hino ao imperador, equivale a uma chamada para o auto-sacrifício em seu nome e celebra o passado militarista, em que soldados entraram em guerra em nome de seu governante.
Numerosos professores entraram em confronto com os administradores da escola nos últimos anos sobre a questão, e a corrente nacionalista do primeiro ministro, Shinzo Abe, é acusada de tentar jogar para baixo do tapete a história da Segunda Guerra Mundial do Japão.
As decisões judiciais foram divididas.
Em 2012, a Suprema Corte decidiu que penalizar professores por não cantar o hino nacional era constitucional, porém, advertiu os administradores para exercerem o cuidado em não ir além de uma reprimenda.
Mas no ano passado, o Tribunal Distrital de Tóquio concedeu milhões de dólares em compensação a um grupo de professores que foram punidos por se recusar a cantar a canção.
Abe disse ao Parlamento, no ano passado, que levantar-se diante da bandeira e do hino nacional nas cerimônias escolares deve ser feito, não só nas instituições primárias e secundárias, mas também nas universidade públicas.
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