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sábado, 17 de abril de 2021

A atriz Joana Fomm faz apelo por emprego no Facebook.

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Aos 76 anos, a atriz veterana Joana Fomm, que interpretou grandes personagens de destaques na TV, como as vilãs Yolanda Pratini da novela Dancin Days (1978) e a viúva Perpétua em Tieta (1989) usou o Facebook para pedir uma oportunidade de trabalho. “Amigos, estou precisando trabalhar. Como atriz ou jornalista. Tem horas que fica difícil ainda. Ainda não tinha encarado essa. Alguém precisa de mim”, escreveu a artista, na quarta (20/7).  Sem contrato fixo com a Globo desde 2013, os últimos trabalhos da atriz foram a peça teatral A Antessala, apresentada no Teatro Café Pequeno/Leblon e na TV participou das séries Magnífica 70 /HBO e Os Experientes/TV Globo. Todos os trabalhos foram realizados em 2015.

joana-fomm-malhacao Joana tem passado por dificuldades financeiras e sem trabalho passa seus dias praticando Pilates, ginástica e vendo TV no seu apartamento no Alto Leblon/Zona Sul do Rio de Janeiro, a espera de convites para trabalhar. A atriz que afirma ser mais uma desempregada no Brasil, está devendo taxas de condomínio do seu apartamento. Joana tem passado por momentos delicados, inclusive de saúde, onde venceu um câncer de mama e uma disautonomia (doença que afeta o sistema nervoso), mas garante que sua saúde esta bem e são páginas viradas da sua vida. Vamos recordar a brilhante trajetória dessa grande atriz.

dancin_days-joana_fomm_2350Joana estreou na TV Globo em 1974 e pode se gabar de ter começado do alto: sua estreia nos palcos aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1961. “Foi com Paixão da Terra, de Luísa Maranhão. Era um concurso que havia antigamente, em que a peça premiada era montada lá. Eu ainda era estudante, e a peça foi encenada com elenco de alunos e profissionais”, diz. Na época, ela tinha 18 anos, estudava na Escola de Arte Dramática Martins Pena e contracenou com Nicette Bruno, Paulo Goulart, Grande Otelo. Poderia ter sido apenas um golpe de sorte; mas, no ano seguinte, já atuava ao lado de um grande nome do teatro brasileiro na época, Sérgio Cardoso, em Um Estranho Bate à Porta. Era a estreia da atriz como profissional.

tieta2A peça seguinte, O Exilado, do Breno Figueiredo, rendeu-lhe o primeiro prêmio; e o filme Um Morto ao Telefone (1964), de Watson Macedo, o segundo. Um início de carreira bastante promissor. “Comecei bem premiada, como revelação. Eu chegava e dizia que queria trabalhar, e trabalhava. Eu era muito atirada, muito atrevida também”, conta a atriz, que se consagraria na TV interpretando vilãs inesquecíveis como a Yolanda Pratini de Dancin’ Days (1978), novela de Gilberto Braga, e a Perpétua de Tieta (1989), adaptação do romance de Jorge Amado escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

Joana Maria Fomm nasceu no dia 14 de setembro de 1939, em Belo Horizonte, mas foi registrada no Rio de Janeiro, para onde se mudou ainda pequena. Perdeu a mãe muito cedo e foi adotada por um casal de tios. Criada em Copacabana, começou a trabalhar em televisão na TV Rio, fazendo pontas em programas de humor. “Eu ainda estudava teatro, e procurei [o diretor] Wilton Franco. Disse que era atriz, e ele perguntou meu nome. Eu falei: ‘Joana Fomm.’ E ele disse: ‘Nunca ouvi falar.’ Então, argumentei: ‘Se não me der uma oportunidade, vai continuar não ouvindo.’”  Usou a mesma estrategia na TV Continental, onde assinou seu primeiro contrato, como protagonista da série Isto é Estória. “Disseram: ‘Se você achar aí alguém que queira dirigi-la, você entra.’ Eu achei e estreei fazendo o papel principal.”

joana_internaMudou-se para São Paulo, em seguida, onde entrou para o mítico Teatro de Arena. “Eu queria fazer um teatro político, queria ter uma consciência política, queria entender o que estava se passando.” Viajou pelo Brasil, encenando peças para camponeses em praças, coretos e igrejas. Com o golpe militar de 1964 e o fim do Arena, a atriz trabalhou como jornalista, em programas na TV Tupi e fez a sua primeira novela, O Desconhecido, uma das únicas escritas por Nelson Rodrigues.

Estreou na Globo em 1968, interpretando a sua primeira vilã em O Homem Proibido (1968), de Glória Magadan. Porém desentendeu-se com a autora e, em seguida, deixou a emissora. “Ela queria que eu fizesse uma vilã tradicional, de novela mexicana, e eu quis fazer uma vilã humana”, explica. Entre 1970 e 1978, trabalhou no jornal Última Hora, como crítica de cinema e repórter de variedades. Ao mesmo tempo, participou de novelas na Tupi, como As Bruxas (1970) e A Viagem (1975), de Ivani Ribeiro, eÍdolo de Pano (1974), de Teixeira Filho.

yolandapratiniEm 1977, voltou à Globo em Sem Lenço, sem Documento, de Mário Prata. No ano seguinte, interpretou a maquiavélica Yolanda Pratini de Dancin’ Days. “Era uma novela que nós queríamos que continuasse para sempre. Daniel deixou para gravar no último dia, de propósito, a última cena, que era a minha briga com Sônia Braga no Copacabana Palace. Nós todos estávamos bastante emocionados. Então, quando começamos a chorar, muita coisa ali era de nós mesmas. E ficou lindo, lindo”, relembra. A personagem lhe valeu o prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

No início da década de 1980, participou de várias novelas da emissora, uma seguida da outra: Coração Alado (1980), de Janete Clair, como Melissa Ribas; Brilhante (1981), de Gilberto Braga, como Virgínia, uma psicanalista alcoólatra; Elas por Elas (1982), de Cassiano Gabus Mendes, interpretando a rica Natália (“Foi um barato. Eu fiz com Marco Nanini, e eu era maluca na novela”); e Eu Prometo (1983), de Janete Clair, em que viveu Helô, fazendo par romântico com Walmor Chagas.

1888935_10203265294215005_1991894098_oEm 1984, a atriz viveu mais uma personagem marcante em sua carreira: a vilã Lúcia Gouveia, de Corpo a Corpo, outra uma novela de Gilberto Braga. “Eu fui odiada pelas pessoas. Lembro-me de um fato muito engraçado: eu estava na piscina do clube e pedi para o garçom me servir. Ele disse: ‘Não vou servir à senhora. A senhora é muito má.’ Eu disse: ‘Não, aquela é a Lúcia, da novela. Eu sou Joana Fomm, uma boa pessoa.’ Ele olhou para mim e disse: ‘Mas é muito parecida com ela’, e foi embora”, conta.

A interesseira e moralista Perpétua de Tieta foi o seu papel mais popular. Sempre vestida de preto, Perpétua vivia tramando contra a irmã Tieta, interpretada por Betty Faria. “Eu não conhecia as Perpétuas. Então, procurei um amigo meu, Carlinhos Prieto, maquiador, que tinha acabado de chegar do Norte. E ele disse: ‘As Perpétuas são muito duras, muito entrincheiradas, e muito nordestinas. Tenha isso na cabeça.’ Resolvi partir dali para fazer a personagem. As crianças na rua chegavam perto de mim, pediam para eu fazer a Perpétua, e eu fazia.”

imagesNa novela Vamp (1991), de Antonio Calmon, foi a divertida Carmem Maura, mãe de seis filhos, que fazia par romântico com Capitão (Reginaldo Faria), pai de outras seis crianças. “As crianças adoravam, ficavam perguntando: ‘Como vai o Capitão? E seus filhos?’ E eu dou muita trela, dou muito gás nesse imaginário, para a criança criar, mesmo. É para o povo ver, pensar e criar, e voar naquilo.” Em seguida, viveu mais uma vilã: a chantagista Salustiana, de Fera Ferida (1993), de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. “Eu fazia a namorada do Lima Duarte. A minha personagem era muito louca, tinha uma relação incestuosa com o filho, e não valia nada, era amoral.”

A atriz deixou novamente a Globo em 1994, e foi contratada pelo SBT, onde participou de novelas como As Pupilas do Senhor Reitor (1994), escrita por Lauro César Muniz, baseada no romance homônimo de Júlio Dinis, e Razão de Viver (1996), de Analy Alvarez e Zeno Wilde. Na TV Bandeirantes, atuou em Serras Azuis (1998), adaptação da obra de Geraldo França de Lima por Ana Maria Moretzsohn. Voltou à Globo em 2000, como a vilã Olga de Esplendor, também de Ana Maria Moretzsohn.

1634045-joana-fomm-pediu-emprego-pelo-facebook-n-950x0-3 No ano seguinte, trabalhou em Porto dos Milagres, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, no papel de Rita, mulher do pescador Francisco (Tonico Ferreira). “Inventaram uma história para a personagem, que seria o fato de ela ter tido filhos e tê-los abandonado. Eu rejeitei essa ideia, de forma terrível. Numa cena, eu tinha que rever a minha filha, que voltava depois de não sei quanto tempo, e comecei a chorar. Percebi que eu tinha problema por ser adotiva. A cena ficou linda”.

Em O Clone (2001), de Gloria Perez, foi a médica Cecília. Dois anos depois, participou de duas novelas:Agora é Que São Elas, de Ricardo Linhares, no papel de Dinorá, e Kubanacan, de Carlos Lombardi, como Caridad. Participou ainda de Bang Bang (2006), de Mário Prata, no papel da matriarca Miriam Viridiana MacGold. Na trama de Ruy Vilhena, Boogie OogieJoana Fomm interpretou a vilâ Odete, amiga de Carlota (Giulia Gam). A novela foi ao ar às 18 horas em agosto de 2014.

Fonte:http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/joana-fomm/trajetoria.htm

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